Grande parte dos serviços gráficos são feitos no processo offset. Neste processo usamos chapas gráficas. Existem chapas de papel, poliéster e a de alumínio. As chapas tem todo um processo de gravação, preparo e montagem. Tradicionalmente as gráficas usam chapas de alumínio. Neste post vou explicar o que é uma chapa de alumínio, como é o processo de gravação e características principais.
http://www.abimfi.org.br/site/area_atuacao/manual_de_chapas_offset_2.pdf
COMPOSIÇÃO
Cerca de 90% das impressões offset são feitas usando chapas de alumínio.
Uma chapa de alumínio é uma chapa com cerca de 0,5 mm, tendo como base uma laca de alumínio lisa, coberto por um substrato e uma camada fotossensível.
GRAVAÇÃO
Para se chegar a chapa de impressão, pegamos o fotolito, fixamos na chapa em contato com a camada fotossensível e aplicamos uma luz intensa para que haja a gravação. O tempo de exposição varia de acordo com o equipamento e chapas usados, levando cerca de 2 a 10 minutos de acordo com a potência das lâmpadas usadas.
Após ser “queimada” pelas lâmpadas, usa-se reagentes químicos que corroem a parte sensibilizada e lava-se a chapa com água para retirada das sobras do processo. Por fim aplica-se uma goma para proteger a camada gravada até o momento da impressão.
COMO FUNCIONA
Em geral, usa-se um fluido em conjunto com a tinta para fazer a impressão. Este fluido geralmente é água ou álcool.
O processo é aproximadamente o seguinte:
A chapa é fixada no cilindro da máquina offset.
Em seguida é lavada para tirar a goma colocada no processo de gravação. Para isto usa-se uma estopa ou esponja embebida em água.
Ao ligar a máquina offset, um primeiro sistema de rolos aplica o fluido (água ou álcool) na chapa. Este fluido escorre pelas partes altas da chapa (a gravação) e deixa a parte gravada (camada fotossensível) pronta para receber a tinta.
Um segundo conjunto de rolos aplica uma camada de tinta, que se concentra nas partes gravadas e não nos sulcos, que estão cheios de fluido. Assim a tinta fica apenas na área de impressão.
Em seguida a tinta é transferida para um rolo de borracha chamado blanqueta.
Da blanqueta a imagem é transferida para o substrato (papel ou outro qualquer).
Daí o nome Offset (fora do lugar), devido a impressão acontecer fora da chapa de impressão e sim na blanqueta, ajudando o papel a ficar mais seco.
Vale ressaltar que este processo acontece em altas rotações, por isso a água não escorre da chapa como esperado, devido à ação da gravidade. Normalmente temos velocidades muito acima das 60 impressões por minuto.
CONCLUSÃO
A invenção da offset revolucionou a impressão gráfica. Ela desbancou a impressão tipográfica e reinou como impressão principal por quase todo século passado.
Somente agora surgiu a impressão digital que começa a desbancar as vantagens da impressão offset. Mas ainda é o principal tipo de impressão de nosso tempo.
Até o próximo post. Acompanhe eles de perto assinando nossa newsletter.
Paulo Valle
Gráfico por mais de dez anos usando as marcas Qualiprint e Cardquali. Atuação na zona oeste do Rio de Janeiro e pela internet, principalmente pelo mercado livre onde foi por anos Mercado Líder. Atualmente administrador numa rede de restaurantes e proprietário do blog Dicas Gra´ficas do Cardquali, onde procura levar parte de seus conhecimentos na área gráfica e administrativa para todos interessados na área.


















6 comentários
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gustavo
29 de abril de 2012 em 20:19 (UTC -3) Link para este comentário
bem legal tua explicaçao , gostei !! onde eu trabalho usavamos esse tipo de gravçao de chapa , agora é feita pela ctp .
cardquali
29 de abril de 2012 em 20:46 (UTC -3) Link para este comentário
Legal que você gostou.
Na verdade a CTP faz quase a mesma coisa só que direto nela e sem ou praticamente sem química.
O trabalho é muito menor.
cardquali postado recentemente..Impressão Jato de Tinta à Jato!
adriano
1 de maio de 2012 em 23:07 (UTC -3) Link para este comentário
trabalho com chapa gravada no ctp, e duram poucas impresões, 20, 30 mil, sei que depende da rolaria, mas teria outra tecnica para que durassem um pouco mais
cardquali
2 de maio de 2012 em 0:22 (UTC -3) Link para este comentário
Adriano,
A sua pergunta foge um pouco do meu conhecimento. Mas, já li a muito tempo atrás que essas chapas usadas em CTP podem aumentar a sua capacidade com um tratamento térmico. Se não me engano foi uma explicação que vi quando questionado quanto a tiragem reduzida delas… na epoca (pelo que me lembro) era possivel subir de 20 mil para a faixa do 80 mil, contra uma possibilidade de 100 mil a 1 milhao das chapas de aluminio.
Não sei como é feito este tratamento, mas creio que é calor de lampadas (protegendo da luz excessiva).
Catei na internet este site que fala algo a respeito: http://www.abtg.org.br/index.php/component/content/240/240
Tem essa também com opção de queima, garantindo 1 milhão… depois conta se gostou:
http://www.fujifilm.eu/pt/noticias/article/news/a-fujifilm-apresenta-as-novas-chapas-brillia-hd-lh-pxe/
Espero que mesmo sem o embasamento técnico, minha pesquisa tenha trazido algum resultado.
Abraços,
cardquali postado recentemente..PostScript e PDF/X-1a – O que são, para que servem e como gerar?
jackson Ferraz
17 de janeiro de 2013 em 15:55 (UTC -3) Link para este comentário
Colega Adriano, não existe nenhum tratamento que possa melhorar a tiragem, normalmente as chapas térmicas chegam a quase 100 mil dependendo das condições de impressão, se você quiser uma tiragem maior o correto e fornear ai tem chapas que chegam a 1 milhão de giro, sendo assim não e nenhum tratamento e sim fornear, se sua gráfica tem muita repetição de trabalho eu aconselho a fornear pois iria baixar o custo de produção
FERRAZ
Consultor Tecnico
Paulo Valle
17 de janeiro de 2013 em 22:30 (UTC -3) Link para este comentário
Ferraz,
Muito obrigado por dividir a sua experiência conosco.
Agora, desculpe minha ignorância.
Fornear uma chapa não seria um tipo de tratamento?
Você poderia explicar um pouco como é o processo de fornear?
Se for algo demorado de explicar ficaria muito feliz de poder incluir um post seu com a explicação ou um vídeo do processo.
Mais uma vez obrigado pela contribuição.
Abraços,