Vale a pena trabalhar com gráficas pequenas?

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Continuando nosso artigo anterior, agora abordaremos se vale a pena trabalhar com gráficas pequenas ou médias, vantagens, desvantagens e perigos. Assim saberemos responder a pergunta: Vale a pena trabalhar com gráficas pequenas?

Quem são as gráficas pequenas?

Antes de mais nada vamos definir quem são as gráficas pequenas.

Neste artigo chamamos de gráficas pequenas, desde o curioso com um computador em casa que se diz ser uma gráfica, até as gráficas, com estrutura completa, e principalmente, possui offsets com apenas uma cor.

Vocês viram que é um leque bem variado, mas há algo que une todas estes tipos de gráficas: O acesso direto dos clientes aos seus donos ou administradores.

Com isso o atendimento tende a ser bem mais transparente, tanto se for bom, quanto se for ruim.

Mas, como podem ser estas gráficas? Vou fazer uma pequena lista para que vocês possam se enquadrar.

  1. Curioso com micro e impressora desktop.
  2. Designer gráfico ou arte-finalista freelancer.
  3. Pequeno gráfico ou copiadora, com equipamento básico de acabamento e opção de impressora ou copiadora básica.
  4. Gráfica de pequeno porte. Tipografia ou gráfica com offset formato 8 e equipamentos de acabamento a  nível de gráfica.
  5. Gráfica de médio porte, com uma ou mais impressoras offset formato 4 ou 2 e acabamento de qualidade.

tipos de gráfica

O que podemos esperar de cada um deles?

Na listagem acima, temos uma ordem possível de qualidade.

Quanto mais completa a gráfica, melhor o produto que pode ser oferecida pela mesma e mais independente das grandes gráficas elas ficam.

Todas as citadas aqui ainda dependem de serviços externos como fotolito, plastificação e corte.

Outro ponto importante é a questão de desenvolvimento das artes finais. Neste ponto os designers e arte-finalistas levam vantagem. É bastante comum estes prestarem serviços para as demais gráficas e para vendedores freelancers.

Quanto maior a gráfica, mais fácil manter profissionais para fazer as próprias artes e mais independentes ficam.

O curioso é o que o nome indica. Aprende o básico e trabalha conforme lhe dá na telha vendendo os serviços como profissional. Não se ache desmerecido com o comentário. Eu mesmo comecei assim. Mas você pode assumir a postura de “eu já sei tudo” e não se desenvolver ou pode ir a feiras de negócios, fazer cursos, se enfiar em gráficas maiores, para então sim se definir como um gráfico iniciante. Até lá você já passou para a categoria 2 ou 3.

Se você é o cliente, peça para ver o book de trabalhos do “gráfico” e os equipamentos que ele usa. A falta destas coisas ou um book muito amador indicam se tratar de um amador.

Mas isso significa que o amador não tem vez? Não necessariamente. Vai muito bem da atitude do mesmo, mostrando aquilo que exatamente é, sem exageros ou mentiras. Esta é a primeira etapa para se profissionalizar.

Se o profissional é um designer ou um artefinalista, com certeza terá um book de trabalhos mostrando a qualidade do profissional. Você pode até sondar onde o mesmo roda os serviços e este pode até mudar de conversa ou contar alguma mentira a fim de garantir seu próprio sustento.

O caso é que este profissional terceiriza toda a sua produção. Trabalhos monocromáticos nas gráficas de pequeno porte e trabalhos coloridos nas gráficas de grande porte. O grande risco com estes profissionais está no risco nos trabalhos de maior porte. Caso seu prazo seja curto talvez você fique na mão por não ter o controle real sobre a etapa da produção. Meu conselho é sempre trabalhar totalmente transparente, deixando saber quem é o seu fornecedor e a política do mesmo. Muitas vezes o cliente está disposto a pagar um pouco mais para ter segurança.

Não se deve vender preço de serviço gráfico e sim valor! Venda a sua qualidade na arte, seu tempo em colocar para rodar os produtos, a sua diminuição nos custos indo pegar serviços de vários clientes ao invés de um apenas, sua relação com o fornecedor, que pode dar uma garantia de uma melhor produção. Ou seja, venda o valor agregado que a sua pessoa traz ao produto.

No caso de pequenas gráficas ou copiadoras, eles já possuem uma certa autonomia gráfica. Em alguns casos podem te tirar do sufoco caso haja uma emergência, fazendo impressões monocromáticas ou mesmo coloridas de baixa qualidade e alto custo (offset ou laser).

No restante atuam exatamente como os artefinalistas e designers. O nível de atenção diminui um pouco, pois o ambiente de trabalho normalmente é mais agitado, entrando e saindo pessoas a todo momento.

As gráficas de pequeno porte podem ser totalmente independentes, rodando apenas trabalhos monocromáticos. Mas serviços coloridos são cada vez mais exigidos e neste ponto elas tem que terceirizar os serviços. É bastante comum elas terem um ou mais arte-finalistas, na gráfica ou freelancers para dar conta da parte de arte final.

Para o cliente são boas opções, pois o ambiente de atendimento não é muito agitado e em grande parte dos serviços, pode-se optar por serviços monocromáticos em caso de pressa.

A gráfica de médio porte possui offsets com maior porte. Mesmo sendo monocromáticas, podem fazer trabalhos coloridos sem grandes problemas. A qualidade é inferior a obtida nas máquinas de 4 cores, mas com um bom impressora e rodando com sobre de papel pode-se obter um resultado bom, compatível a obtida nas gráficas maiores.

Aqui conta muito a experiência dos profissionais. Quanto mais experientes, melhor a qualidade.

Elas não conseguem bater as grandes gráficas em custo, mas o conseguem em confiabilidade e flexibilidade. A sensação do cliente é de ter um melhor atendimento.

Se você é um cliente final, saiba que todas as opções podem ser boas para o seu caso. Basta que a relação seja as claras, sem rodeios.

Todas estas opções, vão rodar serviços nas grandes gráficas. É tudo uma relação de custo.

tipos de gráfica

Gráfica de pequeno porte ou de grande porte?

Mais uma vez a resposta é depende!

A gráfica de grande porte é para clientes com alguma experiência e cientes de assumir parte das perdas e de se “logrado” nas quantidades. Pode ser uma grande economia ou uma grande dor de cabeça. Atendimento personalizado? Nem pensar!

Nas pequenas gráficas, você consegue uma coisa muito importante: Atenção!

Caso a gráfica que você encontrou não Le dê a devida atenção, vá a outra. Este é o diferencial das mesmas e você deve exigir esta atenção.

A qualidade vai depender bastante dos fornecedores deles e do nível de exigência dos profissionais. Bons profissionais incluem os custos do processo (perdas) em suas contas. Paga-se ligeiramente mais do que nas gráficas de grande porte, mas você encontrará atenção e segurança e principalmente transparência no processo.

Minha sugestão para estes gráficos é exatamente a transparência. Caso tenha havido algum problema na impressão, comunique imediatamente o cliente. Caso o cliente exija uma preça não compatível com o tempo de processo, procure uma parceria com uma gráfica de médio porte para executar o serviço sem problemas.

Este tipo de parceria costuma ser para ambos os lados, pois um se especializou em serviços menores ou arte final e outro em serviços maiores, portanto, um pode prestar serviços para o outro.

Vale a pena usar serviços das pequenas gráficas?

A resposta é SIM. Você como cliente será muito melhor atendido do que nas gráficas de grande porte.

Nada te impede de ocasionalmente usar os serviços das gráficas maiores.

Quando fizer esta análise inclua o valor agregado que as mesmas te dão ao pegar os serviços para você e por cobrirem eventuais erros de produção.

Você é, por exemplo, um advogado! Você entende de arte final? Quanto custa a sua hora de serviços? Vale a pena perder tempo vigiando os sites das grandes gráficas e se despencar para o ponto de coleta para descobrir que o seu serviço não veio naquela leva ou está com determinado erro? Não é melhor pagar para alguém fazer isto?

Este alguém é com certeza as gráficas de pequeno porte.

Conclusão

No mercado há espaço para todo tipo de empresa.

Cabe ao cliente fazer a escolha daquela que atende melhor seus interesses.

Não adianta chegarmos aqui definindo esta empresa é melhor do que aquela. Isto vai depender muito da necessidade de cada cliente.

Espero ter abordado aqui itens o bastante para permitir uma boa escolha a vocês, meus leitores.

Até a próxima.

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Abraços a todos.

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8 comentários

  1. Bom dia! Trabalho a 5 anos no ramo gráfico tenho 2 máquina mono e basicamente trabalho com panfleto para mercado e estou sendo engulido pelas grandes gráfica e não estou conseguindo encontar uma saida. O que devo fazer para enfrentar este momento? Pensei em entrar no ramo de brinquedo de papel tipo quebra cabeça etc. O que vc me diz!

    sem mais…

    att
    Valdir

    • Paulo Valle
      Author

      Valdir,

      A resposta para a sua pergunta é respondida por uma única palavra: nichos.
      A idéia do quebra cabeça é boa… pode vir a ser um nicho.
      Um nicho de mercado é algo que você faz muito bem, de maneira a ter uma vantagem competitiva em cima da concorrência.
      Criar um produto que ninguém faça e começar a oferecer por um preço ue ninguém tem e ganhar volume de mercado é a estratégia de nicho.
      Foi exatamente o que as gráficas como a atual card fizeram. Começaram oferecendo o milheiro do cartão a R$ 100 quando todos pensavam em R$ 300 ou mais. No inicio enguliram produções nem tanto rentáveis, até que sempre tinham 10 clientes para juntar… cairam para R$ 70 com 20 clientes por chapa… hoje vendem a R$ 25 e fazem por dia alguns milhares de modelos de cartões.
      Eu vejo muitas possibilidades no ramo de embalagem, mas não sei se sua máquina tem tamanho para isso.
      A atual card começou a oferecer este tipo de serviço (bolsas de papel). Com a diminuição do uso das bolsas de plastico, as offsets planas vão ter vantagem sobre o processo com plástico.
      As toalhas descartáveis para bares também são uma boa.
      Estes dois ramos tem uma grande vantagem… crescimento dos setores consumidores, alta demanda para o produto, pouca oferta e quem faz não está dando conta do aumento da produção. Precisa de certo modo estar com gente próxima ao cliente, pois eles não sabem onde encontrar os produtos.
      Acho que é um mercado bem maior que os brinquedos de papel… as lojas e bares nunca deixam de precisar destes produtos e hoje, muitas são atendidas por produtos sem qualidade, sem a marca deles ou quando tem a marca é gasto muito para produzir… treine uma equipe no fechamento destas bolsas e tenha uma vantagem competitiva.
      Gostou da idéia???
      Abraços!!!

  2. Bom dia Paulo,
    Meu nome é Carolina e tenho um portal onde vendo anuncios na internet em uma pequena cidade do interior de MS. Eu e meu marido estamos estudando para abrir uma pequena gráfica na cidade que hoje conta com 3 porem com serviço de atendimento de péssima qualidade – item no qual temos grande conhecimento – ATENDIMENTO. Gostaria de uma ajuda sua com relação ao melhor equiamento para comprarmos. Pensamos em atender o básico como cartões de visita, convites e coisas mais básicas e tercerizar (como fazem as graficas daqui) os serviços maiores. Gostaria de dicas e orientações suas. Obrigada, Carol

    • Paulo Valle
      Author

      Segue minha orientação básica.
      Começar pequeno, terceirizando serviços nos grandes distribuidores.
      Assim que possível adquirir uma laser colorida, de preferencia A3 de produção (para ter custos baixos). Você acha elas por uns R$ 30 mil pagos em parcelas de R$ 1 mil. Se for registrada abre uma conta no Banco do Brasil ou Caixa, faz movimentação e pede um cartão BNDES para parcelar ela por um custo baixíssimo.
      Junto a impressora você vai precisar de uma guilhotina de uns 30 cm de boca e pelo menos 2,5 cm de altura de corte… se der maior é melhor. E também equipamentos que possam agregar valor ao seu serviço… plastificadora, encadernadora, maquinas de transfer, etc.
      Se na cidade houver muita carencia de impressão grande, pode ser uma boa o plotter.
      Daí é só ir crescendo. Possivelmente a sua concorrencia só tem impressoras offset monocromáticas. Fique no diferencial do colorido. No mercado livre tem até gente vendendo panfleto colorido impresso em jato de tinta (tem uma da HP que chega a 55 paginas impressas por minuto reais, baseada na Menjet que falei aqui).
      Ou seja, começa pequeno e vai sentindo a melhor direção para a sua região.
      Um planejamento é muito necessário… coloquei um link para um ebook sobre o assunto que é bem falado nos sites de administração. Eu já escrevi alguns artigos sobre o assunto indicando livros.
      Qualquer coisa pode pedir socorro pra nós.
      Abraços,

  3. Jackson Cordeiro

    Muito interessante esta pagina. A principio ja me deu uma luz a respeito das minhas intenções. Tive uma pequena experiencia no mercado grafico, tendo trabalhado por 45 dias em uma grafica, diga-se, grande, e posteriormente por conta, rodando serviços em uma grafica fundo de quintal de um amigo…
    Estou em outro ramo mas meu interesse é voltar ao ramo em breve e tenho algumas duvidas: começos fazendo poucos serviços, apenas para renda extra ou tenho um pouco mais de foco (meu atual trabalho me toma pouco tempo) ? vale a pena abrir uma portinha, com uma atendente fazendo ligações e algumas vendas e eu no p.a.p., ou somente por conta sem muito alarde? Valeu, grande abraço…

    • Paulo Valle
      Author

      Jackson,
      Se eu fosse você começaria devagar, como freelance e depois que fizer uma boa clientela faria a conta se vale a pena abrir um negócio ou não.
      Assim os riscos são menores e dá tempo de formular a sua estratégia para o futuro.
      Abraços,

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