Quantos padrões de cores você conhece?

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Um dos maiores problemas em trabalhos gráficos se referem a cores.
É comum vermos problemas de clientes reclamando que as fotos saíram verdes, ou com variação no tom da logomarca que foi enviada.
A grande maioria das vezes este problema acontece devido a falta de conhecimento de quem desenvolveu a arte final.
Por isso perguntamos:
Quantos padrões de cores você conhece?
O que acontece quando usamos o padrão errado?

Padrões de cores

tela de mudança de padrão de cores do corel draw

Tela com os padrões de cores no Corel Draw

Observe a figura ao lado. Ela foi retirada de um programa gráfico Corel Draw e está presente em praticamente todos os programas gráficos do mercado.

Note que todo programa gráfico permite o uso de mais de um padrão de cor. Alguns são direcionados para um  campo específico como artes gráficas, web, televisão e outros são mais genéricos como o próprio Corel Draw, muito citado neste blog.

Certos padrões são amplamente usados. Outros são raramente usados, servindo para aplicações específicas.

No exemplo ao lado você pode notar os padrões CMY, CMYK, RGB, HSB, HLS, Lab e YIQ.

Alguns podem se perguntar, e o pantone? O pantone e outros nomes mais são tabelas de cores padronizadas pelo mercado e serão citadas em outros posts.

Vamos falar agora dos principais padrões de cores, suas origens, como chegaram a nós e onde devem ser usadas.

RGB

As cores RGB provavelmente são as mais conhecidas, são usadas em nossos monitores. As cores são a resposta que chega aos nossos olhos quando a luz reflete nos objetos.

Nós vemos luz.

Quando se reflete toda luz vemos o branco, quando se absorve toda a luz vemos o preto. Por isso o sol quando bate no espelho nos queima os olhos. Vemos todo o branco da luz nos causando cegueira. Quando olhamos uma caverna a luz não bate em nada, ficando tudo absorvido (ou nada refletido) e vemos o preto. Os objetos refletem de maneiras diferentes a luz. Uma folha verde, absorve tudo exceto o verde, e vemos o verde.

O nome RGB vem das cores básicas deste padrão: Red (R – vermelho em inglês), Green (G – verde em inglês) e Blue (B – azul em ingles). A soma delas pode ser observada no experimento em que se gira estas cores muito rapidamente e para nossos olhos só aparece a cor branca.

Onde usamos o RGB? O RGB está presente em quase todos os dispositívos opticos: Monitor, scanner, máquina fotográfica, câmera de filmagem e outros.

Quase tudo que é feito na web está em cores RGB. Quando capturamos uma imagem em nosso micro (com a tecla Prt Sc SysRq do teclado por exemplo) a imagem fica em RGB.

Isto causa um problema nos trabalhos gráficos. Toda entrada de material está em RGB e deve ser convertida para CMYK. Neste post você encontra uma das formas de fazer esta conversão. Os bons programas gráficos fazem esta conversão sem o menor problema. Nos programas gráficos geralmente falamos de variações de 0 a 255 em cada uma delas, ou na web em hexadecimal de 00 a FF.

CMY

O padrão CMY é usado muito raramente. Mas vai servir para nós entendermos o próximo padrão.

direrença entre o RGB e o CMY e CMYK

direrença entre o RGB e o CMY e CMYK

Ainda na origem do homem, enquanto descobria as cores pintando nas paredes das cavernas, o homem começou a usar pela primeira vez os pigmentos. Minerais e vegetais batidos permitiam a obtenção de corantes que misturados a água ou a óleos permitiram ao homem mostrar o seu mundo através de pinturas. O carvão foi um destes primeiros pigmentos.

Logo o homem viu que três deles permitiam fazer quase todas as cores possíveis. Eram eles: Cian (C – ciano ou azul claro), Magent (M – magenta ou rosa escuro) e Yellow (Y – Amarelo). Mesmo tendo as cores do padrão RGB, estes não se prestavam quando se tratavam a serem misturados, tendendo a sempre dar uma cor escura próxima ao marrom. As cores misturadas mostravam não mais a sua reflexão e sim a absorção das luzes como pode ser observado na figura ao lado. Já as cores CMY permitiam fazer quase todas as cores inclusive o RGB. Deste este momento, sempre que se pensa em pintar qualquer substrato (como papel por exemplo), pensa-se nas cores CMY. Estas cores não reproduziam bem o preto e por isso foi adicionada uma nova cor ao processo… é o caso do próximo padrão.

CMYK

Agora vocês entendem por que deixei pra falar depois. O CMYK, junta as cores de processo gráfico e reforça os tons escuros com uma cor preta. O K vem de blacK. Escolheu-se a letra K para diferenciar o B de blue do RGB. Praticamente todas as cores que vemos podem ser impressas no sistema CMYK. Nos orçamentos gráficos você deve conhecer ele como 4×0 ou 4×4.

Este é o padrão usado por quase todas as gráficas. O espectro do RGB é um pouco maior, atingindo algumas cores que o CMYK não consegue reproduzir. Por exemplo você não vê aquele azulão do monitor impresso por aí. Não é possível atingir aquela cor com os pigmentos. O verde também é meio problemático.

Existem outros padrões que adicionam outras cores ao padrão CMYK para melhorar estas cores. Mas são padrões que saem caros devido a grande quantidade de cores e a necessidade de máquinas especiais para executarem os trabalhos. Essas cores nem são citadas pelos programas gráficos comuns.

Nos programas gráficos geralmente falamos de variações percentuais de 0 a 100 em cada uma delas.

HSB

O HSB é um padrão que já foi muito usado em fotografia. Ele significa Matriz (H – Hue), Saturação (S – aturation) e Brilho (B – Bright).

A matriz nada mais é que um valor que passeia por todas as cores do arco-íris a citar 0 graus para o vermelho, 60 graus para amarelo, 120 graus para verde, 180 graus para o ciano, 240 graus para o azul, 300 graus para o lilás e 360 graus de volta para o vermelho.

A variação que vai do branco para a cor escolhida é chamada de saturação sendo 0% para o branco e 100% para a cor escolhida. A variação que vai do preto para a cor é chamada de brilho, sendo 0% para o preto e 100% para o brilho.

Eu falei no inicio do texto que era usada em fotografia. na fotografia antiga a revelação era fotoquímica. Nele usávamos vários produtos químicos para realçar as cores e depois trabalhávamos com a saturação e o brilho das fotos.

Creio que alguns fanáticos do Photoshop agora vão poder entender agora como tratar aquelas fotos escuras em que o flash não atuou. A resposta é matriz, saturação e brilho. tá lá em todo programa de edição de fotos.

HSL

O HSL ou HLS, ou seja Matriz, Iluminação (L – Light) e Saturação, é parecido com o padrão anterior, só que ele ao invés de ser voltado para a revelação fotográfica, é voltado para o momento que estamos fotografando ou filmando.

Padrão de cor HSL ou HLS

Padrão de cor HSL ou HLS

Quando batemos uma foto no escuro perde-se matriz (informação de cor) e é necessário iluminar melhor o objeto.

Se você tentar mexer nas cores por este processo possivelmente vai sentir alguma dificuldade, como aconteceu comigo.

Para se ver plenamente as cores temos que ter saturação 100% e Luz intermediária (50%). Nessa situação temos todas as cores disponíveis na matriz.

Se a luz estiver em 0%, qualquer que seja a matriz ou saturação, só teremos preto. Daí para 50% teremos cores escuras atuando na matriz e saturação. Se ficar de 50% a 100% teremos cores claras à pálidas.

A saturação deixa as cores cinzentas quando é baixa e vivas quando é alta.

Se você quer fazer cinema ou fotografia profissional. Faça bom uso da ferramenta. A variação numérica deste padrão é similar ao padrão anterior.

CIE Lab

As cores lab (que eu não descobri o significado) usa uma variação do padrão RGB com os conceitos de iluminação dos outros sistemas. é um padrão desenvolvido pelo mercado como solução para calibração dos diversos padrões e sistemas de cores.

O L controla a luz. Ele vai de preto (0%) a Branco (100%). O “a” varia do verde (G do RGB quando está em -128) até a mistura de R e B que dá o magenta, passando sempre pelo branco ou preto dependendo da atuação do canal L. De maneira similar o “b” varia de azul (B – em -128) até a mistura de G e R que é o amarelo (quando em 128) , também passando pelo branco ou preto dependente do L.

Pelo que me lembro e só agora me toquei, este é o padrão usado pela transmissão analógica de TV, onde na banda utilizada (faixa de frequencia do canal), se transmite um pedaço com o som, outro com a iluminação (L – light) e outro mais largo com a soma dos canais a+b que serão posteriormente sepadrados por filtros eletrônicos. Fácil? Eu não acho, mas foi para isso que foi usada e graças a ele temos 13 canais de TV transmitidas por ar ao invés de uns 4 canais.

Com a tecnogia digital com seus mais de 100 canais parece brincadeira, mas graça a isso o mundo não ficou ainda mais populoso (onde não tem TV as famílias são enormes).

YIQ

Vou contar um segredo pra vocês. Ao chegar no padrão YIQ fiquei em dúvida de qual é o padrão das TVs realmente e posso estar falando besteira. Mas vamos prosseguir, e esperar para ser corrigido por algum leitor.

O padrão YIQ é muito similar ao Lab. O canal Y é responsável pela iluminação indo de 0 para as cores escuras e 255 para as cores claras.O I varia de vermelho claro a azul escuro. O Q varia de verde claro a magenta escuro.

Você pode notar uma grande similaridade com o padrão anterior, só que agora as variações são entrelaçadas com a iluminação.
Quem é do tempo do video-cassete já deve ter ouvido os termos entrelaçar e desentrelaçar. Este é o padrão que foi muito usado nestes tempos e equipamentos devido as características ferromagnéticas das fitas cassetes a gravação era oblíqua, lembra?

Se for trabalhar em edição de vídeos na globo, lembre-se de mim.

Outros “padrões”

Aí você se pergunta: E os outros padrões? E o Pantone, HKS, TRUMATCH, etc. Não são padrões de cor?

Exemplo de tabela Pantone

Exemplo de tabela Pantone

O Pantone, HKS, TRUMATCH, etc. São tabelas de cores padronizadas pela industria que servem para fabricação de tintas especiais a serem usadas na impressão. São usadas comumente por grandes empresas que usam uma cor específica na sua logomarca ou em trabalhos que apresentam uma cor como padrão para impressão (ex.: prata usado por algumas montadoras de carros).

Se for escolhida uma destas cores temos duas possibilidades:

1) pagamos mais caro pela impressão usando aquela cor específica (cores pantone custam muito caro).

2) aceitamos que seja feita uma aproximação e vivemos com as variações pertinentes do processo CMYK.

Como assim variação de cor?

Este blog fala ‘quase” especificamente de impressão gráfica. Quando usamos uma cor pantone a cor vai ser sempre a mesma. Ela pode ficar mais escura ou mais clara conforme o grau de “embriaguês” (brincadeira…) do impressor.

Quando usamos cores CMYK temos 4 cores para variar com o tal grau de “embriaguês” do impressor. Perdoem-me a brincadeira, mas o fator humano deve ser realmente questionado. Você pode testar no seu ambiente de trabalho.

Espalhe diversas cores na sua mesa de trabalho e varie a iluminação do ambiente. Tente luz natural, lampadas incandecentes, fluerescentes, em maior ou menor número. Você vai ficar impressionado com o resultado.

O estado do impressor também varia muito. Ele pode estar atento, percebendo qualquer variação ou estar meio “desleixado”, deixando passar variações de cor facilmente. O próprio trabalho também pode ser propício a variações como no post o segredo do cartão de visita barato. Muitos trabalhos diferentes na mesma chapa causam uma dificuldade adicional no controle das cores. A padronização e conhecimento destas dificuldades podem nos ajudar muito a evitar estes problemas.

Cores como o bege que tem tons suaves de todas as cores quando variam uns 10 pontos (pontos e não percentual como falam muitos) pode oscilar para qualquer uma das cores básicas. É muito percepitível na impressão e difícil de controlar (você já viu aquelas caras de “Hulk”?). Quando as cores são mais escuras as variações são menos perceptíveis, mas os marrons ainda são problemáticos (embora tenham-se menos reclamações).

DICA

A dica é usar cores com menor mistura.

Quase sempre você pode substituir uma cor com as três cores basicas por um tom maior de preto. Por exemplo: C 50 M 60 Y 40 K 20 pode ser substituido por C 10 M 20 Y 0 K 60 ficando num tom quase igual e sem a presença do amarelo pra dificultar.

Outro exemplo C 80 M 20 Y 80 K 10 pode ser feito com C 60 M 0 Y 60 K 30. pegou o espírito da coisa? Evita-se com isto problemas de cor sem perder qualidade.

Nem todos nós somos do tamanho da Coca-cola que pode exigir de seus fornecedores a cor vermelho coca-cola e ser atendido (eles pagam por isso, mas na quantidade pedida nem se sente).

CONCLUSÃO

Quando falamos de cor, não há cor principal e sim uso principal.

Para cada meio há um padrão de cor que melhor se aplica. O mesmo programa usado para fazer sites WEB serve para fazer serviços gráficos, desde que disponha de opções para a determinada mídia. Se o seu programa não tem estes padrões ele não serve para sua aplicação ( word, powerpoint, para gráfica, nem pensar!).

Espero ter contribuido para a melhora dos conhecimentos de vocês.

Caso tenham dúvidas basta me perguntar. Nem tudo vou saber, mas posso prometer tentar achar a resposta.

Até o próximo post.

 

Curso de Photoshop
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49 comentários

    • Curiosamente sou casado com uma das poucas mulheres daltônicas. Dizem as mais linguás que elas nem existem… portanto devo ser casado com alguém que não existe. Todos os filhos dela são daltônicos. Você pode entender um pouco mais sobre daltonismo na wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Daltonismo . Posso falar que há vários graus de daltonismo e que cada caso é um caso, com a deficiência indo desde de total até parcial em determinada cor.
      Tem este teste aqui: http://mazzei.eti.br/post/Daltonismo.aspx
      Não é bem o foco do blog, mas como convivo 100% do meu tempo com daltônicos e sei bem como eles vêem o mundo, pode perguntar.

  1. Percival

    Cara, não trabalho com gráficos ou coisas do gênero, mas achei seu post sensacional.realmente bastante explicativo.mas sempre tive uma dúvida.no padrão rgb, como o amarelo é produzido?

    • Nos programas gráficos o RGB varia as cores R (red – vermelho), G (Green – verde) e B (Blue – azul) de 0 a 255 unidades. Quando R e G estão em 255 (ou seja totalmente acessos) formamos o amarelo. Complementando R e B a 255 dá o Magenta (ou próximo a ele) e o G e B a 255 dá o Ciano. Vale lembrar que os espaço de cor do RGB é maior que o CMYK, portanto as cores são bem mais vivas e consegue-se reproduzir algumas cores impossíveis no CMYK.

  2. Alex

    Muito bom o post!Gostaria de saber 2 coisas.
    O que acontece se eu fizer uma arte em RGB e não dizer pra grafica!
    1°A grafica irá saber que fiz em RGB e as cores vão ficar diferente da arte original?
    2°Estou querendo usar um software chamado serif draw plus X5 para desenho e impressão em revistas,ele é confiavel para este tipo de trabalho?(já conheço corel draw e adobe illustrator)
    PS Já tenho o serif draw plus x5,mas como não tenho experiencia na area não sei se posso confiar e usa-lo para este fim!

    • Alex.
      Quando você manda a imagem em RGB, se impressa diretamente, fica com as cores lavadas e as vezes distorcidas. Tem gráfica que checa e avisa para fazer a mudanças. Outras (a maioria) produz assim mesmo e o cliente que refaça o serviço. Eu fazia exatamente esta chacagem e arrumava as artes (eu trabalhava meio como intermediário).
      Não conheço o serif draw plus X5. Em geral quando o programa permite mudança de cores rgb-cmyk ele é um programa que pelo menos em tese pensa em ser profissional. Os programas de escritório geralmente trabalham com cores padrão do windows (rgb) e não permitem este tipo de troca.
      Vamos ver se aparece alguém que conheça este programa.

      • Alex

        Primeiro mt obrigado por responder!
        Eu previa mais ou menos sua reposta só queria ter certeza,o melhor msm é fazer em CMYK então né!só outra pergunta as cores da pantone são mais vivas ou no final de tudo são todas praticamente iguais?

        • Cor pantone é para ser impressa separadamente. Digamos que você tem um trabalho em cromia (CMYK) mas quer que o vermelho “Coca-cola” saia sempre igual… Você prepara a arte e aplica o pantone onde quer que o vermelho não varie. Daí tira as 4 chapas + a chapa do pantone e roda numa máquina de 5 cores.
          Isto é muito usado em folder de carro usando a cor prata para dar mais brilho ao impresso. É muito caro e só dá pra fazer em grandes tiragens.
          A lata de tinta Pantone deve estar custando umas 5 vezes o valor das cores comuns… chutando valores por estar a muito tempo fora do meio… a lata de tinta das cores CMYK custa R$ 50 cada e dá pra rodar meses de trabalho, a pantone custa R$ 250 e você só usa para o trabalho em questão. Só faz isso quem tem contrato de exclusividade com a empresa (de grande porte). Pequenas empresas não dá pois tem que embutir o custo da tinta e fica muito caro.
          LEMBRETE: Sempre pode-se simular a cor pantone com as cores CMYK, mas pode haver variação durante a impressão.
          Assim que puder vou fazer um post sobre o assunto para simular em tela o resultado.

    • Oi Alex, tudo bem?

      Em primeiro lugar, ao se abrir uma arte desenvolvida em um modo de cores distinto do de impressão, quem olha consegue enxergar quase que instantaneamente a diferença, me refiro ao profissional da área. Por exemplo: Um cliente me traz um flyer, ao abri-lo em um programa qualquer, digamos, o CorelDRAW, como meu programa está com o gerenciamento de cores corretamente configurado, me alertará sobre os perfis de cores utilizados no arquivo. Uma única cor pode ser capaz de condenar o arquivo, haja vista que é muito fácil identificar cores em RGB por serem mais vívidas que as cores em CMYK.
      Agora como Paulo mencionou, existem muitos “profissionais” que não estão nem aí pro que você trouxe, tendo em vista que o trabalho deles é só imprimir, se estiver em um espaço de cores diferente você vai ter a decepção de ver o seu impresso com cores totalmente diferentes do que você esperava.
      Outra situação é se a gráfica for responsável por gerar o CTP (Chapas metálicas) ela também encontrará a divergência de modo de cor na geração do material. Principalmente no preto, que se torna saturado na maioria das conversões de RGB > CMYK sem um gerenciamento refinado, em outras palavras, o preto poderá aparecer em todas as chapas, e não na preta especificamente.

      Resumindo tudo, a gráfica tem os recursos para identificar o modo de cores diferente, e SIM as cores sairão diferentes do que você viu. Porém, não é responsabilidade da gráfica sanar o problema, haja vista que você pagou alguém para fazer o material, ou você é pago para fazer isso.

      2º. Dei uma pequena pesquisada sobre o software, e encontrei quase nada de resultados nacionais para ele, parece um programa que poucas pessoas conhecem (pra não dizer ninguém). Olhando a descrição dele que encontrei aqui http://www.opiratinha.org/programas/15568-serif-drawplus-x5-ver-120017-engfinalsw.html me parece um programa amador, tipo PrintArt (nossa, fui longe agora), com diversos templates prontos, mas também com a possibilidade de se começar do zero, até animações ele faz.

      Minha ideia de software é a seguinte: Popularidade, disponibilidade, usabilidade. Um programa que faz de tudo, infelizmente não me mostra credibilidade nenhuma. Como assim? ele não foi feito pra uma tarefa específica? Ele é vetorial, de diagramação, de animações em flash, de edição de imagens ou de fazer café expresso?

      Você pode tomar como exemplo a Corel, que disponibiliza um software para cada tipo de tarefa, imagens, sites, vetores, a gigante Adobe também faz o mesmo. Isto porque cada programa precisa operar de maneira diferente, tem que ser bom naquilo que ele é destinado a fazer, e lendo a descrição do programa em questão, não identifiquei a tarefa principal.

      Lhe garanto que se usar um programa assim terá muitos problemas, primeiro que ninguém poderá abrir um arquivo gerado por um programa que só você tem, segundo que ele não é um programa profissional que lhe transmita segurança e praticidade pra gerenciar todas as funções que você precisa para criar um material para impressão, muito menos para diagramação.

      CorelDRAW: não é um programa de diagramação, embora tenha muitos recursos, e até quebre um galho para este fim.
      Illustrator: Idem, este principalmente porque foi desenvolvido pensando em ilustrações e criações artísticas bem específicas.

      Meu conselho honesto: Adobe InDesign. O programa foi projetado unica e exclusivamente para edição de materiais do tipo revistas, livros, apostilas e afins. Estou desenvolvendo uma apostila para um curso que vou ministrar, e lhe garanto, melhor ferramenta não há.
      Tem integração total com photoshop, Illustrator e demais programas da adobe, além de ser capaz de identificar vetores criados no CorelDRAW. Possui inúmeros recursos profissionais para tratamento de texto e tipografia, formatação avançada de textos e recursos de tudo que você possa imaginar.

      Se eu fosse descrever os benefícios do programa, criaria mais uma resposta exagerada que nem esta do tamanho de um artigo. kkkk

      Desculpe pela resposta imensa, é que acabo me empolgando, sabe como é…

      Espero ter sanado suas dúvidas, qualquer coisa não exite em perguntar.

      Abraços.

      • Alex

        Obrigado Liute Cristian tirou sim minhas duvidas!
        o Serif draw plus x5 é sim bastante desconhecido;no brasil então nem se fala,eu conheci ele a alguns dias,como eu gosto de toda parte que envolva design no meio,e a principio gostei da ideia dele ser multi tarefa,rápido(aplica efeitos rapidamente),ainda não deu travamento(igual o corel as vezes),e algumas ferramentas que me impressionaram,no caso de ser multi tarefa como entendo um pouco de programação pelo jeito que vi o funcionamento dele funciona meio que em operações separadas então ao querer fazer uma animação eu tenho que abrir um novo arquivo assim acho que ele cria outro processo,e acho até melhor poder fazer praticamente tudo que preciso sem precisar ficar abrindo programas e mais programas!
        O problema é que na maioria das vezes estes tipos de programas são amadores igual vc disse por isso estou buscando saber com profissionais se posso confiar nele e torna-lo meu software padrão!eu já conheço bastante o corel draw e adobe illustrator(in design estou conhecendo agora)o problema é que o corel já travou varias vezes comigo inclusive em computadores bem potentes,o illustrator pra mim é o melhor atualmente mais é meio complicado de mexer requer um pouco de experiencia!a o serif draw plus x5 aceita arquivos do illustrator,auto cad e etc!
        tenho 2 perguntas!
        1ºO sitema de cores CMYK do corel draw é confiavel?(já li que este sistema de cores no corel é meio confuso)
        2ºArquivos SVG pelo que eu li abre na maioria dos programas de ilustração(corel,illustrator,e serif draw plus x5 tbm)se eu salvar um arquivo em SVG eu posso edita lo em outro software que aceita este tipo de arquivo?(se sim já era este problema de incompatibilidade entre programas,pq li que ele foi criado para padronizar arquivos vetoriais.A grande diferença entre o SVG e outros formatos vetoriais, é o fato de ser um formato aberto, não sendo propriedade de nenhuma empresa.
        Empolgei tbm no comentario kkkkkkk!

        • Um adendo… quando você importar o SVG para o corel e gravar num outro formato para enviar para a gráfica, pode dar “caca”.
          Já tive a experiência de ser um dos poucos no Brasil com micro Amiga (o melhor na época, antes mesmo do Mac) e me arrependi.
          Não ter compatibilidade com os outros causa muito problema.
          Daí deixei de usar meu Amiga que rodava 5 programas em conjunto (editor de texto, gráficos, renderização, filmes e planilha) e tive que me contentar com um AT que mal rodava um único programa.
          E não me chama de VELHO!!!

        • Oi Alex, tudo bem?
          Respondendo a suas perguntas.
          1º. O CorelDRAW como a maioria dos programas de edição gráfica usa perfis de cores externos para representar as cores, o mais legal, é que você pode (e deve) calibrar todos os equipamentos envolvidos no processo de criação e impressão, afim de que todos mostrem a mesma gama de cores. A isto chamamos “Gerenciamento de cores”, este gerenciamento de cores pode ser feito por empresas terceirizadas, haja vista que seus equipamentos são bem específicos, por exemplo, o espectrofotômetro, que serve para calibrar monitores, impressoras e luz ambiente. Este equipamento é capaz de gerar perfis ICC que são a “Alma” do gerenciamento de cores, já que funciona como um driver de impressora por exemplo, os perfis ICC indicam como um programa ou dispositivo tem que representar as cores, sendo assim, todos os equipamentos tem que esta calibrados e utilizando perfis ICC para que possam ser fieis na representação de cores.
          Em resumo, o Corel precisa estar configurado corretamente para representar as cores, e isto pouquíssimas pessoas sabem fazer, até mesmo porque é um ajuste superficial, se levarmos em consideração a complexidade do processo de gerenciamento de cores de todos os equipamentos.
          Você pode configurar o CorelDRAW acessando Ferramentas> Gerenciamento de cores> Configurações padrão. Alí você encontrará o dispositivo de gerenciamento de cores do programa, e poderá escolher que perfis de cores usar para representar as cores. Minha dica é que estude bastante o melhor perfil para seu tipo de trabalho, eu por exemplo uso no modo RGB o perfil Adobe RGB 1998, que tem uma gama de cores bem extensa, maior do que a sRGB que vem configurada por padrão (Tome cuidado, máquinas digitais usam sRGB, o que pode gerar diferenças caso trabalhe com este tipo de imagem neste programa), mas pode variar de acordo com suas necessidades.
          Para o modo de cores CMYK, uso o Fogra 39, é um perfil ISO, ou seja, tem qualidade e segue padrões mundiais, porém é mais indicado para impressão em papel couchê (meu caso).

          Então perceba que o processo de gerenciamento de cores é muito complicado, tanto os equipamentos, quanto o ambiente precisam estar em harmonia, o papel é outro fator importantíssimo, haja vista que os níveis de branco de cada fornecedor pode mudar, tem ainda os papeis jornais ou coloridos, o processo de gerenciamento de cores requer que cada um destes tenha seu perfil ICC gerado (O espectrofotômetro “lê” o papel e é capas de identificar com perfeição sua tonalidade) e salvo em seu computador para que possa trabalhar com eles a qualquer momento.
          Uma ótima referência em gerenciamento de cores é o grande profissional Marcelo Copeti, tive o prazer de assistir ao seminário Amazônia Photoshop, com uma grande performance do Marcelo tratando sobre todos os pontos do gerenciamento de cores, ele tem um blog, pesquise no google e o encotrará com facilidade.

          […pausa pra os dedos respirarem…]

          2º. Trabalhei pouquíssimas vezes com o formato SVG, na verdade, uso ele quando pretendo transferir um arquivo do Illustrator para o Corel, e só o que posso dizer a respeito é que ele é MUITO BEM ACEITO em todos os programas que testei. É um formato alternativo (Lembram do lançamento do PNG?), também indicado por diversas empresas do mundo todo, e que surgiu justamente para estreitar as diferenças entre os programas vetoriais e/ou CAD.

          Mas continuo firme na ideia de que se aprofunde mais em aplicativos específicos (em relação ao Serif DRAW), o indesign é super fácil de trabalhar, sou prova viva, trabalho com ele a poucos meses e me sinto um mestre (risos). O segredo é e sempre será:

          -Tá com dúvida? Aperte F1 e seja feliz.

          O arquivo de ajuda dos programas da adobe são muito ricos, e um autodidata como eu se sente em um banquete ao abrir este tipo de arquivo.

          Aprendi tudo o que sei sobre o programa pesquisando internamente na ajuda, é, eu tava com uma baia dúvida:
          Como eu vou gerar um sumário nessa budega?
          Juntei uns conhecimentos bem básicos do word, fiz umas pesquisas na ajuda do Indesign e… voilá… hoje consigo gerar sumários automáticos em livros enormes, com referências, números de páginas e até uma breve descrição de cada capítulo se você quiser.

          Mas é apenas uma humilde sugestão de um humilde designer autodidata.

          Espero ter sanado sua sede de conhecimento, um grande abraço.

          • Alex

            Obrigado Liute Cristian,adoro seu bom humor nos comentários,dou altas risadas!

            1ºSobre o sitema de cores do corel draw acabei de achar um video seu a respeito no youtube vou ver daqui a pouco(está carregando enquanto estou escrevendo).já vi um video a respeito de calibragem de impressora e monitores e o resultado foi fantastico desde então o aparelho apresentado no video(esqueçi o nome)está na minha lista futuramente(ainda mais que é em portugues e conhecido)!
            2ºA respeito do SVG eu digo porque já vi mts pessoas usarem tal programa devido a este problema de incompatibilidades entre arquivos vetorias,então ficava me perguntando mais e o SVG?será que ele apresenta problemas?inclusive fiz um teste ontem de um arquivo simples(apenas geometrico,sem cores)do illustrator p/ corel e a principio não apresentou problemas,mas como o cardquali disse que pode dar peoblemas vou ficar atento por enquanto fazendo testes em casa!
            Sobre o serif me empolguei com ele porque achei bem mais fácil de se fazer algumas coisas,então eu gostaria de usá-lo em alguns casos e depois terminar em outro programa(corel ou illustrator)mas estou com medo de fazer isto porque prefiro começar um trabalho e tentar ao maximo terminar ele no msm programa(a não ser que seja acabamento de um desenho no illustrator p photoshop),estou tendo aulas de in designe illustrator,gosto da adobe pela possibilidade que os seus softwares nos dão(fora que são profissonais)mas acho os seus softwares as vezes não mt praticos,prefiro o corel ainda,e não é por questão de estar aprendendo o illustrator agora pq o 1ºs programas para criação e edição de imagem que tive contato foram photoshop e illustrator(cs3 ou cs4 se eu não me engano)!
            Vou deixar um link pra vc conhecer um pouquinho mais sobre o serif draw(video em inglês,mas dá pra ver um pouquinho o que pode ser feito nele)!http://www.youtube.com/watch?v=5lT5A8DyvXY(comente por favor e com sinceridade)gosto do corel draw mais trava mt!

            msm que ele não seja profissional é um programa que eu acredito que em versoes futuras poderá ser um concorrente forte da adobe!
            a serif tem outros softwares como:Serif web plus x5,serif page plus x5,serif photoplusx5,entre outros(não é progaganda kkkkk,é pra mostrar que eles tentam criar programas p outros trabalhos especificos)

          • Assisti o vídeo. Achei bem poderoso. Aparentemente é profissional. É bastante barato (pois parece que querem entrar no mercado concorrendo com o Corel). Acho que vale um teste e um post. Valeu a dica. O teste prático “de campo” só com um tempinho. Acha que vale a pena Liute?

          • Alex

            Tem outro parecido chamado Xara designer pro 7 e Xara photo e grafic designer 7! mas estes eu não gostei tanto mas achei profissionais tbm!

            • Paulo Valle
              Author

              Alex,
              A imagem que você viu é o preto “calçado”. No caso descrito está com o calço muito forte.
              Entrei no site da AtualCard e eles indicam 40% Cyan + 100% Preto. As outras gráficas também indicam algo parecido.
              Orientação:
              O preto de fundo chapado (preenchimento) deve vir conforme disse acima (40C 100K).
              O preto de texto e linhas deve vir puro (100K)
              explicação:
              No preenchimento o preto 100% fica meio cinza pois pega um pouco de reticula do preto e falhas da própria impressão.
              Quando queremos o preto chapado (bem preto) devemos calçar a cor preta com outra cor. O ciano dá um bom resultado.
              Não devemos exagerar no calço, pois quando começa a passar de 170 num mesmo ponto, corre-se o risco da tinta desprender (em parte) do papel, manchando o verso do cartão. Consulte a gráfica onde vai rodar o cartão para pegar o que eles aconselham como preto chapado.
              Nas linhas e texto, o preto deve vir puro, para evitar problemas de registro, que dariam um “fantasma” colorido em torno do texto.
              Caso tenha uma área irregular chapada, pode-se colocar o chapado calçado e deixar uma linha preta, sem calçar… daí não surge o fantasma.
              Nos degradês devemos calçar as imagens também… exemplo… degrade do preto para amarelo, calçar o preto com um pouco de amarelo.
              O resto o Liute já andou respondendo… ficam duas opiniões bem próximas, uma prática e outra de quem manja design.

          • Alex, creio que os principais problemas seriam na impressão, haja vista que o preto estaria representado nas 4 chapas de cores, isto causa falhas visíveis de registro, além de “estourar” a cor fazendo com que haja uma sobrecarga de pigmento fazendo com que a tinta possa “vazar” sobre o papel no momento da impressão. Use preto 100K, que está correto, você não deve comparar a imperfeição da impressão em papel com o brilho das telas que usam RGB. Se usar CorelDRAW, basta configurá-lo para que preserve o preto puro, descrevo como fazer isso nos comentários deste post aqui: http://www.cardquali.com/corel-draw-x6-verdadeira-revolucao/#comment-282

            Abraços!

          • Alex

            Liute obrigado mais uma vez!
            Então só mais uma dúvida
            O preto CMYK que eu estou vendo no monitor do computador será diferente na impressão?

  3. Oi Alex, isto é uma situação muito delicada.
    As variações de tonalidades do que você vê na tela, e do que vai ser impresso dependem diretamente da configuração de cada dispositivo. Se seu computador estiver dentro dos padrões exigidos para um bom gerenciamento de cores (Isto inclui: placas de vídeo, monitores, iluminação ambiente), se a impressora utilizada também respeitar estes padrões, tudo sairá perfeitamente como você visualiza na tela.
    Agora falando de equipamento descalibrados ou amadores (eu não tenho um monitor profissional, e a calibração eu mesmo fiz) isto é pouco provável.
    Mas falando diretamente do preto, como lhe falei, se as configurações do programa estiverem preservando o preto puro, ele sairá preto puro, e preto é preto (risos), não existe preto claro, nem preto escuro, o que pode ocorrer são variações se o preto for reticulado (não puro, como no exemplo da imagem que você mostrou), e diferentes tipos de papel. Se você imprimir um preto puro num bom papel couchê por exemplo, a impressão com certeza sairá linda, agora em papel jornal, sairá cinzento, se é que você me entende…

    Resumindo, as configurações de cores são muito importantes, mas se você tiver um bom conhecimento, e conseguir configurar seu equipamento corretamente, ficará tudo perfeito, aqui se vê, aqui se imprimi (acabei de inventar este trocadilho – haha). Caso queira resultados profissionais, precisará de um monitor profissional, um computador profissional, um ambiente profissional, e eu ai com você pra fazer suas artes (haha), brincadeira, teríamos que adquirir esquipamentos específicos para um gerenciamento de cores profissional, além de calibrá-los todos com um perfil em comum.

    Abraços meu caro…

    • Paulo Valle
      Author

      Complementando… se rodar numa gráfica dessas que juntam vários serviços e não vão ficar vigiando as cores, é bom calçar um pouco o preto… vai que… o papel é meio aspero ou o impressor dorme no ponto de deixa pouco preto na impressão.

      • Alex

        Obrigado paulo 1º sobre a indicação de 40C 100K,eu usava em C20 a 30 e K 100!
        E agradeço mt tbm pelo Liute(inclusive sou inscrito no seu canal do youtube kkkk)
        são dicas valorosas!
        Até que vc desenha bem!kkkkk
        sobre as cores do monitor em relação a imprenssão já estou ligado quanto a isto!(valew)

        PS- seria bom trabalharmos juntos(kkkk)
        quando tiver um tempinho envio pra vcs uma arte minha só pra demonstração!
        Abraços,e qualquer coisa vão aquecendo seu dedos para futuras perguntas(kkkk)!

        • Alex

          Sobre o programa Serif Draw plus eu poderia fazer um video ou um post sobre o que eu descobri até agora,e vc poderia completar algumas coisas e etc!
          Eu estou gostando muito do programa a cada dia!
          Essa é pro Liute o Serif draw plus x5 já vem por padrão de cor CMYK Coated fogra 39
          só precisei mudar o RGB-adobe 1998

          Aguardo respostas!

          • Paulo Valle
            Author

            O programa está na minha lista para baixar e testar. Gostei muito do preço do original… muito acessível.
            Quando puder vou fazer um test-drive. Mas acho que vai ter que esperar as férias da universidade. O tempo está escasso.

          • Verdade Paulo. Estou testando ainda o CorelX6 e em breve, assim que o tempo melhorar, escrevo uma avalização dele aqui pro Cardquali.
            Como sempre, o tempo não nos ajuda, mas vamos levando, só estou conseguindo colocar uma postagem por semana no meu site, tá cada vez mais difícil, mas não vamos deixar estes projetos pararem, são importantes demais.

          • Alex

            Poxa galera Paulo e Liute o que vou dizer não tem nada a ver com o post é que eu gostaria de compartilhar esta minha felicidade sobre o serif draw plus X5!
            acabo de descubrir que ele é bastante customizavel é possivel criar botoes na barra de ferramentas!
            Como ex: fiz um botão com a ferramenta exportar imagem(tudo de forma muito simples levou apenas alguns segundos)
            então ao finalizar uma arte é só clicar no botão com a imagem que eu escolhi e apareçe a opção para exportar imagem!(inclusive posso trocar as ferramnetas de posiçoes clicando e reorganizando os icones)
            Posso fazer isto com qualquer função!
            Abraços!

          • Oi Alex! Que bom que o programa está lhe surpreendendo.
            Mas em questão a customização, o CorelDRAW também é assim. Você pode adicionar e remover ferramentas da caixa padrão, trocá-los de posição e espalhá-los pela tela a vontade. Só não sei se dá pra usar uma “imagem” pessoal para a customização, mas a funcionalidade é a mesma.
            Eu por exemplo uso muitas ferramentas customizadas (que não estão por padrão na área de trabalho) como por exemplo o “deslocamento” que só é acessado ao retirar a seleção de todos os objetos com a ferramenta seleção, eu uso ela na minha barra de ferramentas padrão, junto com as unidades de medida também, assim posso alterar o nível de deslocamento sem precisar retirar a seleção de um objeto, ou mudar as unidade de medida para pixels por exemplo sem precisar clicar na página.
            Você pode atribuir teclas de atalho, eu uso o “Q” para a “Bézier”, e CTRL+F para o “Localizar texto”. Além de poder deslocar as ferramentas para outra posição da caixa de ferramentas ou para a tela e até eliminá-las se não me são necessárias.
            Mas se o Serif DRAW faz isso, muito bom, já mostra que está mais do que no caminho certo.
            Abraços!

          • Alex

            Opa valew galera!
            Liute sobre o corel eu não sabia disso não; legal,é que eu gosto de customização,trocar icones,reorganiza-los,até mesmo criar botoes,alterar atalhos(e isso já vi que o serif possui,o corel trava demais no meu pc,por não ser um pc potente,e o corel ser mal escrito,mas adoro o corel)

            Cardquali sobre o post vou providencialo!
            Abraços!!

          • É facinho, basta acessar Ferramentas> Personalização, depois clicar em “Comandos” bem ao lado da janela. Dê uma explorada!
            A dica principal é: Quando estiver nesta janela, clique sobre as ferramentas da área de trabalho e verá que pode encotra-las facilmente no menu, além de poder arrasta-las livremente. Só tome cuida pra não bagunçar, para evitar problemas salve a sua área de trabalho padrão antes de fazer alterações, isto pode ser feito na mesma janela, bem no topo das opção do lado esquerdo: “Área de trabalho, botão Exportar”. Depois disso você pode fazer o que quiser, exportar novas áreas de trabalho personalizadas e restaurar para um padrão salvo caso não fique legal.

            Abraços!

          • Alex

            Valew Liute depois vou dar uma explorada a questão da customização é que eu posso me organizar melhor!
            Depois vou ver se crio um video sobre o serif draw plus X5 pq realmente não tem nada em portugues sobre ele!

  4. Leandro

    Olá tenho uma dúvida…

    Foi adquirido recentemente um aplicativo novo do Corel X6. Estou com dificuldades de acertar no gerenciamento de cores, o padrão correto da escala CMYK para dar saída a trabalhos gráficos no sistema de impressão off-set.

    Você teria essa informação? Qual o nome correto da escala a ser utilizada?

    Por exemplo: vindo do padrão corel, o cian não fica na tonalidade correta na tela, e estou com um pouco de dúvidas referentes a impressão também se o tom “chegou na normalidade”.

    Grato e Parabéns pelo site!!!

    • Oi Leandro, já abordei várias vezes aqui no Cardquali sobre o gerenciamento de cores, pena que tenha sido apenas nos comentários.
      Há algum tempo atrás gravei um vídeo sobre o gerenciamento de cores, foi logo quando eu estava começando a gravar vídeo e não é um dos meus melhores trabalhos. Mas assiste clicando no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=PTFUdRR40H0

      Neste vídeo mostro os perfis de cores que uso aqui onde trabalho em meus equipamentos. Mas vale lembrar que pra você ter um gerenciamento de cores fiel, precisa de monitor profissional, iluminação profissional do ambiente além de calibração de todos os dispositivos envolvidos na criação e impressão. É uma processo muito caro, mas que deixará suas cores perfeitas, o que fazemos com o CorelDRAW todos os dias nada mais é do que uma “gambiarra” que supostamente corrige o problema, apenas contornando-o, mas na verdade todos estamos enganados em pensar que para os programas representarem bem as cores basta uma simples configuração.

      Assista o vídeo, ele mostra o que você precisa saber, mas lhe garanto que é muito relativo. Se tiver um pouco de paciência, e testar os perfis, encontrará o melhor para o seu equipamento.

      Abraços!

  5. gsc03bh

    Olá pessoal. Estou precisando de ‘confirmar’ uma coisa: estou com um PDF pronto para enviar para uma gráfica para impressão. Mas li numa postagem que não é aconselhável imprimir com o texto todo em “preto composto”, isto é, C100, M100, Y100 e K100. Sinceramente que eu não me lembrava de tal coisa. Alguém sabe e pode me dizer o porque não é “viável isso”? – Desde já agradeço!

    • Paulo Valle
      Author

      Meu caro gsc03bn
      O papel só admite uma quantidade de tinta de mais ou menos 240 unidades (varia conforme a máquina).
      Quando imprimir C100 M100 Y100 K100 vai ficar com 400 unidades e a tinta tende a soltar (e ficar manchada).
      O normal é usar C60 M 40 Y30 K100 ou algo parecido.
      Entra no site da gráfica que vai rodar e procura a recomendação dada para preto chapado. Eu costumava usar só C40 M0 Y0 K100, mas a recomendação da gráfica é a mais válida.
      Se quiser fazer um teste usa a sua jato de tinta jogando cada vez mais tinta… usa um degradê indo de C0 M0 Y0 K100 até C100 M100 Y100 K100. Vai perceber que chega uma hora que o papel começa a enrrugar e a tinta começa a manchar ou não secar.
      Procura orientação na gráfica (no site) e faz o teste e coloca seu comentário aqui.
      Abraços,

    • Olá amigo, o que vale é a especificação da gráfica. Mas nunca use preto composto, a impressão em separações já possui a cor PRETA pura, algumas pessoas, como o Paulo, apenas acrescem um pouco de CIANO (mais ou menos 40) só pra deixar o preto mais encorpado. Portanto, se mandar esse PDF pra gráfica, o material vai borrar e ficar muito feio. Na gráfica onde eu trabalho usamos apenas “Preto” mesmo ou seja C0 M0 Y0 e K100, nossa tinta preta é muito forte, rsrsrsrsr, portanto, consulte a grafica, e nada de preto composto.

      Abraços!

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