Não seja escravo de seu negócio!

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Caros leitores! Esta sema eu visitei um velho amigo que estava com problemas. Ele não sabia direito qual era o problema, mas bastou ficar algumas horas com ele que logo percebi. Ele se tornou escravo de seu próprio negócio!

Sintomas da escravidão

No papo que tive com meu amigo, logo percebi o problema.

Ele me falou que precisava de um sócio… alguém que pudesse confiar e que pudesse tirar umas férias.

Não perguntei a ele a quanto tempo ele não descansava. Bastou olhar para os olhos dele.

Logo, logo, aparecerem outros sintomas. Chega um cliente para pegar serviço, outro para ajustar uma arte, outro simplesmente para bater um papo… e assim foi!

Outro sintoma percebido era que apesar de ter equipamentos de ponta, capazes de produzir numa quantidade estonteante, ele só tem 1 único empregado. O faturamento segue esta mesma linha, muito abaixo do esperado para o tipo de equipamento adquirido.

Mesmo sem ter dívidas, pois ele está muito bem acertado para viver com o pouco que ganha, e mesmo tendo os equipamento todos quitados ou com prestações sob controle, não sobra muito para o seu crescimento pessoal.

Ao ser perguntado sobre o faturamento, a resposta óbvia: Não tenho ideia!

Em resumo, ele vem usando um canhão para dar tiro em mosca!

Os sintomas são estes: cansaço dos sócios, falta de rendimentos, excesso de exigência de tempo dos sócios, falta de planejamento e de administração.

etapas da mudança

Mudanças, mas nem tanto!

Nos acertamos que eu daria uma “força” na administração.

Logo de cara ele queria mudar tudo! Implantar sistemas de controle, contratar gente a esmo, ou mesmo ter outro “escravo” para tocar o negócio junto dele.

Mas, achei por bem ir em etapas! Mas, porque?

Por causa do clima organizacional!

Num ambiente caótico, mudanças muito bruscas podem comprometer o negócio!

Pensem comigo!

Um dos problemas é a entrada indiscriminada dos clientes no ambiente de trabalho, transitando entre os equipamentos.

Por um lado, os clientes estão acostumados com isso. Se entra uma pessoa nova impondo a distância, pode causar repulsa de clientes fixos, fazendo o negócio, que anda mal, ficar ainda pior.

Esta distância tem que ser implantada aos poucos, inicialmente com os clientes passantes e abrindo exceções para os clientes cativos. Aos poucos, meio que sendo direcionados, podemos ir deslocando as atribuições de atendimento, cobrança, orçamento, para outra pessoa treinada para a função.

Naturalmente os clientes antigos perceberão que é mais fácil falar com o funcionário contratado, do que disputar a atenção do sócio.

A administração das contas e cobranças também é um problema a ser atacado. Mas como mudar drasticamente uma pessoa que atua a anos de maneira confusa. É necessário um tempo para as pessoas se acostumarem a não ter determinadas funções. Aqui estamos mexendo com o psicológico das pessoas… é necessário tempo para que se acostumem e percebam as melhorias, e principalmente, confiem nas pessoas que estão entrando na empresa.

Por ultimo, poderemos atacar as coisas que demandam tempo do sócio, mas que ele tem apego especial, por gostar do que faz. São as coisas que o mantiveram firmes por anos, apesar das coisas não estarem bem. No caso citado, a parte de arte final e controle das máquinas, atribuições estas que o sócio adora fazer.

Mudando aos poucos estes itens, o sócio terá tempo para: Tirar as merecidas férias, sair um pouco do dia a dia do negócio, ver o negócio de fora, analisar com a experiência que já tem pra saber o que pode ser mudado para melhorar o negócio.

Primeiro passo: planejamento

Mesmo que um negócio já exista, é necessário que seja feito um bom planejamento.

Mas no caso, é necessário fazer uma boa análise SWOP antes de iniciar o processo.

Temos que entender os pontos fortes e fracos do modelo atual. Olhar para fora e verificar as oportunidades e ameaças do ambiente em que atua.

Para isto, precisa-se arrumar tempo para esta análise. E isto é um problema!

Se parar essa estrutura, corre-se o risco de desandar o negócio. Mas se continuar, com certeza chegaremos a um nível sem volta.

São as tais espirais de crescimento ou de caimento. Uma ação provoca outra, intensificando a tendência com o tempo.

Para que possa ser feito o planejamento, deve-se atacar os problemas principais, de modo a permitir que sejam feitas as mudanças.

No caso estudado, deve-se aumentar um pouco o faturamento, sabendo que isto pode comprometer um pouco mais o tempo do sócio, de maneira a ter caixa para a admissão de uma atendente ou secretária. Uma pessoa responsável por gerar as informações básicas do dia a dia e tirar um pouco da carga sobre o sócio.

Uma ajuda extra será capaz de aumentar o faturamento, atacando novos mercados ainda inexplorados.

No seu caso, o processo e as soluções podem ser outras. O importante é atacar o problema que impede a implantação da principal solução óbvia.

Feito isto, não se pode adiar a etapa do planejamento. Se possível deve ser feito até mesmo durante a implantação das mudanças iniciais. Pense em terceirizar esta etapa caso não se sinta capacitado… assumir suas limitações não é uma fraqueza e sim uma grande força!

Não vou ensinar aqui como fazer um plano de negócios! Pelo menos não neste post.

implantar as mudanças

Segundo passo: implantar as mudanças principais

Como a empresa está em funcionamento, temos que fazer a implementação das mudanças assim que a identifiquemos. Lembrando que é necessário fazê-las, uma a uma, pois já existe uma cultura a ser quebrada.

De que adiantaria colocar uma “ordem de serviço” se recorrentemente ela fosse negligenciada.

De que adiantaria contratar um funcionário para atendimento e orçamentos, se o sócio pular da cadeira a cada cliente que aparecer no balcão.

O próprio balcão pode vir a ser um problema, se não respeitado pelos clientes.

Atacando os principais problemas, os resultados aparecerão muito rápido. Estes resultados darão força para as demais mudanças com resultados menos evidentes.

Outra coisa a ser citada são os prazos.

Devemos fazer um cronograma das mudanças e estabelecer métricas de controle, para avaliar o resultado das mudanças.

Nem sempre pensamos na mudança certa. Temos que ser humildes o bastante para, uma vez identificado um erro de análise, corrigirmos os mesmos e redesenharmos o plano de negócios seguindo a nova análise.

E você? Se identificou com algum desses problemas?

Agora, cabe a mim perguntar: Você também é escravo de seu negócio?

Se identificar os sintomas, procure ajuda o quanto antes.

Esse meu amigo já havia me contatado a 2 anos atrás. Somente agora voltamos a tocar no assunto.

Eu estarei ajudando ele nos próximos meses. Se você precisa de plotagem de qualidade, pode me contatar. Os “canhões” estão lá prontos para atirar… pode ser uma boa oportunidade de você resolver seus problemas também!

Espero que tenham gostado dessa postagem!

Até a próxima postagem!

Se eu achar mais coisas interessantes no processo, que sejam bem genéricas, pode deixar que postarei por aqui.

Caso tenha alguma dúvida ou sugestão, pode me escrever!

Abraços a todos!

Curso de Photoshop

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2 comentários

  1. Eduardo Henrique

    Olá, gostei muito do artigo, me identifiquei com praticamente tudo que foi escrito. Trabalho na área ha 14 anos montei a minha gráfica em novembro de 2012, mesmo sem ter muita divulgação tenho bons clientes e sempre aparecem clientes novos por indicação. Tenho certa dificuldade financeira em contratar mais alguém para trabalhar, hoje estou trabalhando sozinho, mas se sinto sobrecarregado, e até muitas vezes não tenho vontade de atender os clientes. Tem dias que baixa um baixo astral…

    • Paulo Valle
      Author

      Todos nós temos altos e baixos.
      É por isso que tem tanta receita de bolo em motivação baseado nisso: bioritmo, ynyang, o bem e o mal, etc.
      Tendo mais gente envolvida no negócio, a chance de todos estarem pra baixo é bem menor e o negócio não sofre tanto com isso.
      Até na bíblia, os apóstolos saiam em grupos de 2 ou 3 para fazer a evangelização.
      Na área empresarial acontece o mesmo… se formam sociedades para um suprir a deficiência do outro.
      Você não consegue alguém do ramo, que você tenha alguma afinidade, para dividir o espaço e ser essa pessoa a suprir nesses dias de baixa?
      Uma pessoa com maquinário totalmente diferente do seu e que tenha mais ou menos o mesmo problema. A economia nos custos de ambos pode ser muito compensadora e a maior oferta de produtos deve também atrair um público maior.
      Vai estudando isso com calma! Pode ser uma solução!

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