Meu maior erro como empresário gráfico!

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Assistindo os audioaulas do Sebrae que eu indiquei me toquei do meu maior erro do passado! Conheça este erro e aproveite para assistir as audioaulas também analisando os seus próprios erros!

A audioaula do Sebrae

Indiquei diversos audioaulas sobre empreendedor individual a alguns posts atrás. Se você perdeu considere ler o post: Preguiça de ler! Aprenda com SEI Sebrae!

Foi na aula sobre empreender que deparei com o exemplo de Lucas e Rafael, dois adestradores de cães, tecnicamente muito bons, só que um supera todos os obstáculos e é sempre otimista e outro é um pessimista nato.

O exemplo dos dois me caiu como uma luva para analisar meus fracassos passados!

Posso analisar meu passado com muitos comportamentos como o de Rafael, que certamete contribuíram, em muito, para o mal resultado de meus projetos.

Um pouco do meu passado

Quem me conhece sabe que caí no mercado gráfico devido a uma queda para a área de impressão. Tinha formação de geólogo, mas sempre gostei de fazer arte no computador e trabalhos em cartonagem. Quando criança colecionava selos e entendia um pouco do básico sobre impressão gráfica, sem nunca ter tocado nas máquinas.

Durante o grande vazio de empregos na década de 90, principalmente nas áreas de engenharia, pulei para a área gráfica, depois de trabalhar certo tempo com digitação de textos e de vender computadores usados.

Enquanto eu vendia computadores, fui me deparando com pessoas da área gráfica aqui e acolá e fui me inclinando para a área.

Nesta época tinha alguns conhecimento empíricos de custos (sempre fui bom em matemática) e de design (acompanhava tudo que se escrevia na época).

Entrei pelo lado das artes finais, fui aprendendo meio na marra como se trabalhava com gráfica, terceirizando serviços e oferecendo serviços computadorizados, que eram o calcanhar de Aquiles dos gráficos tradicionais na época. Conquistei meu espaço e fiquei por cerca de 13 anos na área, atuando com 3 nomeclaturas: Oeste fast print, Qualiprint (a de Campo Grande – RJ) e Cardquali.

erros passados

Meu erro!

As três empresas acabaram quebrando!

A Oeste Fast Print nasceu, serviu para adquirir os conhecimentos básicos na área gráfica e quebrou devido a erros do contador!

Viu meu erro! A culpa foi para o contador e não na minha falta de preparo administrativo!

O contador precisava justificar os prejuízos e “mandava tirar mais notas”!

Acontece que a empresa só vinha sobrevivendo devido aos meus aportes de dinheiro pessoal. Eu me endividava como pessoa física e colocava o dinheiro na empresa, pagando os compromissos, menos os impostos.

Decidi mudar de endereço, pois o ponto era ruim e aproveitei para fechar a empresa e abrir um novo negócio, mais estruturado e com novo contador. Parcelei os impostos atrasados e fui pagando devagar.

Daí registrei a Qualiprint. Num ponto melhor e com maiores rendimentos. Mas também não deu certo!

Comecei a ter restrições em meu nome pessoal e foi ficando cada vez mais difícil girar a empresa.

Culminou com a compra de um equipamento de uma sala vizinha, com compras no cartão de crédito. Não honrei os pagamentos no cartão de crédito e para piorar o equipamento era roubado (e tinha nota fiscal). Mas fiquei sem crédito, sem equipamento e sem dinheiro. Foi o fim de meu casamento e da minha cabeça para pensar!

Quebrei mais uma vez!

A culpa? Caiu no empregado que me roubava durante meu desespero, na máquina roubada, nos problemas pessoais… tudo, menos na minha má atuação administrativa!

Nova relação pessoal e nova tentativa de entrar no mercado! Surge a Cardquali, marca essa que preservo até hoje!

A Cardquali atuava predominantemente pela internet. Minhas vendas passaram de locais para nacionais. Meu grande parceiro era o mercado livre e uma página furreca na internet (era até bonitinha). Os pontos fortes era a rapidez nas respostas, preços honestos (não eram os menores) e grande honestidade! Eu nunca prometia o impossível e sempre entregava antes do prometido.

A concorrência (meus fornecedores) prometiam entrega em 1 dia, mas entregavam em 3 dias. Eu prometia a entrega ou postagem em 5 dias e tinha um prazo real de entrega entre 3 e 4 dias. Muitos gostavam disso! Eu conseguia vender para pessoas vizinhas ao meu fornecedor em outro estado que nem queriam ver a cara deles devido aos constantes aborrecimentos.

As falhas ocorriam como em todas as gráficas! Faz parte! Mas a diferença era que eu revisava tudo que me era enviado, acabando praticamente com os erros de layout e os erros de impressão eu assumia de imediato reimprimindo o trabalho e eu ia discutir com o fornecedor sobre o erro e não meu cliente, mesmo que eu tomasse prejuízo. No fim tudo dava certo e eu vinha tendo meu lucro, por um bom tempo.

Os clientes gostavam e até hoje recebo ligações de pessoas me pedindo para voltar ao mercado!

Por que saí? Meu custo pessoal é muito alto! Não tenho capital para girar e as margens ficaram muito pequenas para continuar.

A culpa? Bati num BMW e tive um prejuízo equivalente a 2 meses de salário! Quebrei financeiramente e tive que correr atrás de um emprego para pagar as dívidas!

É claro que joguei a culpa de novo no azar! Com tão poucas BMW na rua eu tinha que bater logo numa delas… não podia ser um fusquinha ou gol? E o seguro? Vencido alguns dias antes sem renovar! Sorte, azar??? Falha administrativa!

Ou seja, Meu maior erro é:

SEMPRE CULPAR FATORES EXTERNOS PELAS MINHAS FALHAS PESSOAIS!

planejar sempre

O que aprendi com isso?

Tive que fazer um curso de Administração e de Ciências Contábeis para entender meu erros administrativos. E mesmo assim só me toquei do pior deles fazendo uma audioaula do SEI Sebrae a uma semana atrás!

O que aconteceu comigo, também acontece com todos vocês!

É difícil assumir os próprios erros!

Quando conseguimos fazer isto começamos a trilhar o caminho do bom empreendedor, AUTOMOTIVACIONAL!

Um dos maiores motivos para as empresas serem formadas por sócios é para que os mesmos se complementem nas suas vocações naturais e que um estimule o outro a seguir adiante!

Mas dá para tirar umas regras básicas para vocês seguirem com os meus erros!

Regras básicas que atropelei nos meus negócios

  1. Não misturar dinheiro da empresa com dinheiro próprio – Dinheiro da empresa é da empresa. O seu dinheiro é o seu dinheiro. Se a empresa não dá lucro, você não pode tirar dinheiro dela. Caso trabalhe direto com a empresa (seja o gerente), destine dinheiro real para a abertura dela (nada de chute) e administre esse dinheiro. Você pode e deve até ter um pró-labore compatível com o cargo, mas acabou o dinheiro, terá que ficar sem pró-labore ou optar por pegar empréstimo para a empresa para poder honrar com os compromissos. Caso chegue a esse ponto pense seriamente em fechar… não misture dinheiro pessoal com dinheiro da empresa nunca!
  2. Planejamento não é opção! É obrigação – Fazer o planejamento completo da empresa não é uma balela! Tem que ser feito e seguido a risca mesmo! A falta de planejamento é a principal causa de insucessos nos negócios.
  3. Capital é necessário –  Não tem como iniciar um negócio sem capital! Ou você tem que ter dinheiro para se bancar e trabalhar sem nenhum custo (empregados, aluguel, etc) ou deve ter capital necessário para os custos básicos e seu pró-labore. Depois do planejamento, a falta de capital para o fluxo de caixa é a maior causa de insucesso das empresas.
  4. Tenha muitos fornecedores – Diz o ditado popular: “Quem tem 1 fornecedor, não tem nenhum!”. Não fique na mão de apenas 1 fornecedor. Mantenha pelo menos uns 3 fornecedores em atividade para não ficar na mão na hora que mais precisar. Se você nunca pede nada pro cara, por que ele vai te atender na hora que mais precisar? Divida os seus pedidos entre vários fornecedores e promova a concorrência entre eles.
  5. Nunca reclame! Avalie os problemas de forma profissional! – Ao invés de reclamar, procure avaliar o que vem fazendo de errado e corrija seus próprios erros! Não caia no erro de achar que nunca vai errar ou que é líder de mercado. Você no máximo “está líder” naquele momento. Qualquer hora a concorrência pode te ultrapassar!
  6. Procure sócios que complementem seus conhecimentos – Ao abrir o negócio escolha sócios que tenham características diferentes da sua e objetivos iguais. Assim um complementa o outro!
  7. Atenção para a hora de parar e a hora de investir – Siga o planejamento a risca. Tenha sempre em mente o ponto que deve parar para não fazer feio no mercado. Muitas vezes é melhor dar uma parada na hora certa e se preparar melhor para voltar no futuro, antes de se queimar no mercado! O mesmo serve para a hora de investir. Se as coisas estão boas, mas estacionaram… é hora de investir. Volte a prancheta e refaça o planejamento prevendo um crescimento e ponha em prática!
  8. Invista em conhecimento! – Leia tudo sobre sua área e sobre as áreas correlatas. Entre no Sebrae e em todos os sites que possam te dar algum conhecimento extra. Procure oportunidades ocultas no conhecimento adquirido!

Sei que você pode citar muitas outras coisas que considere importante.

Então deixo um desafio!

Comente sobre seus erros passados e deixe alguns conselhos para os demais leitores!

Todos vocês podem ganhar muito com a experiência um do outro!

Conclusão

Errei diversas vezes! Mas não foi em vão! Cada erro me ajudou a crescer um pouco mais meu conhecimento para o futuro!

Grandes nomes do empreendedorismo também erraram.

Alguns só atingiram o sucesso após 3 ou mais tentativas. Aconteceu com  Steve Jobs, Tomas Edison, Ford e outros!

Não se ache um fracassado só por que errou! Não se ache um sucesso só por que acertou! O caminho do empreendedor nunca tem fim, é um contínuo recomeço!

Espero que tenham gostado do post.

Até a próxima postagem,

Abraços!

Curso de Photoshop

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8 comentários

    • Paulo Valle
      Author

      Essa eu fui catar no dicionário:
      Parauara – “Parauara vem do tupi para’wara (de para=água, mar e wara=o que veio de, nascido de) que quer dizer: o que veio das águas, do mar (o rio-mar), à semelhança de manauara, cametauara e caeteuara, isto é: o que veio dos manaus , idem dos camutás, ibidem dos caetés (tribos indígenas da Amazônia colonial). Este é, sem ponta de dúvida, o verdadeiro gentílico étnico do brioso povo paraense e que se deveria utilizar com maior frequência, até porque sonoroso e evocativo (origem indígena, autóctone).. O parauara é, consequentemente, o habitante ou natural da parauaralândia (o Estado do Pará), como se diz por aqui no nosso “parauarês”.”
      Só que o texto é do cara do Rio de Janeiro… não é o do Pará.
      Abraços,

  1. Anderson Fernandes

    Estou passando por dificuldades atualmente e suas dicas me ajudaram a ter otimismo e continuar, pois não posso parar, pois eu sustento minha família sozinho e como não tenho nível superior fica difícil arrumar um bom emprego.
    Parabéns pela superação e humildade.

    • Paulo Valle
      Author

      Obrigado Anderson,
      Quanto ao ensino superior, não tenha isto como uma obrigação. Vivemos num país em que nem todos tem oportunidade de estudo.
      Aqui no blog temos várias dicas de como se preparar, muitas gratuitas ou com baixo custo. O próprio blog é uma excelente fonte de conhecimento.
      No site do Sebrae tem várias coisas gratuitas que podem ser aproveitadas. E uma coisa que aprendi. Veja várias vezes com intervalos de uns 6 meses. A medida que você vai tomando experiência pode perceber nuances que não tinha percebido antes. Por exemplo, num vídeo você assiste e percebe a importância de anunciar. Passados 6 meses volta ao mesmo vídeo e ao ouvir percebe a importância de fixar metas e percentuais a serem investidos em cima do faturamento. Assistindo mais uma terceira vez vai perceber como avaliar as metas estabelecidas e escolher os melhores canais de anuncio. E assim vai fixando o aprendizado e colhendo resultados cada vez melhores.
      E olha que meu exemplo foi só no caso de divulgação… tem muitos outros setores que você pode trabalhar.
      Continue com a gente.
      Abraços,

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