Entenda o processo de gerenciamento de cores

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Oi gente! Sentiram saudades? O tempo tem nos tirado de campo nas ultimas semanas, mas estou de volta pra falar com vocês sobre um assunto muito delicado, e aproveitar pra tirar umas dúvidas que insistem em assombrar a vida de quem trabalha no setor gráfico de impressão ou criação. Trata-se do processo de GERENCIAMENTO DE CORES, um assunto que tira o sono de muita gente, e também que muitos desconhecem.

Perguntas do tipo:

1. Como deixar as cores do CorelDRAW calibradas

2. Como imprimir as cores do jeito que estão na tela

3. A impressora nunca imprime do jeito que eu vejo no meu computador, o que eu faço?

4. Como configurar as cores corretamente no meu programa de edição gráfica?

Essas perguntas caem como chuva nos comentários do meu canal no Youtube, aqui no Cardquali e no Clube do Design. Mas eu até entendo, acontece que as pessoas acreditam que deixar as cores idênticas ao que elas estão vendo na tela de seus computadores é tarefa simples, coisa que se resolve mexendo em uma configuraçãozinha. Vai tirando o cavalinho da chuva meu povo!

Fazer com que as cores sejam semelhantes na tela do seu computador e no que sai no papel pela sua impressora não é coisa tão simples assim, exige muito dos seus equipamentos e ainda muito mais do $eu Bol$o (se é que me entende). Todos os seus dispositivos tem que estar devidamente calibrados, configurados e sincronizados se você quiser fidelidade em suas cores, a este processo chamamos gerenciamento de cores.

Você deve estar se perguntando porque isso pode ser assim tão complicado, aliás, “num é só mexer nuns trequinhos aqui no meu programa não?” NÃO! Quer saber porque? Continue e conhecerás a verdade que vos libertará…

O desafio das cores

Na era digital cada equipamento tem a capacidade de representar as cores de maneiras distintas. Tome por exemplo um scanner, ao digitalizarmos uma imagem teremos suas cores representadas no modo RGB, isso quer dizer que cada pixel será representado por valores de Vermelho, Verde e Azul (Red, Green, Blue), a mistura desses valores resulta na cor em questão. Agora se digitalizarmos a mesma imagem com equipamentos diferentes, cada um apresentará valores distintos, e não representaram as cores de maneira singular, o mesmo ocorre nas câmeras digitais e nas impressoras que trabalham em modo CMYK.

Hoje em dia você pode ir em uma loja e escolher uma impressora que pode lhe oferecer mais velocidade, ou maior durabilidade e maior poder no gerenciamento de cores, muita gente ainda olha, claro, para o preço. Acontece que cada tecnologia de impressão é diferente, assim se você comprar uma impressora Epson, uma HP e uma Cannon, todas trabalharam de maneira distinta e mostraram resultados diferentes na hora da impressão. Quando falamos em impressão profissional, em Offset, Laserjet, etc., acontece o mesmo.

Veja na imagem abaixo, as cores CMYK impressas em equipamentos diferentes, jato de tinta, offset e laserjet, respectivamente de cima para baixo.

as cores CMYK impressas em equipamentos diferentes, jato de tinta, offset e laserjet, respectivamente de cima para baixo.

O amarelo ainda é amarelo, o azul também, mas essa diferença mínima pode resultar em impressões completamente diferentes, mais escuras, mais saturadas, mais claras, e se pensarmos bem, não teremos controle nenhum sobre o resultado final. O que você mostrou pro seu cliente, bonitinho e cheio de vida pode sair opaco, sem graça e escuro demais. Veja na imagem abaixo a variação na impressão com base na comparação anterior.

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Cada equipamento tem um sistema de cores próprio, único, e os valores representados por estes é relativo, ou seja, cada equipamento trabalha de maneira distinta. A tecnologia tornou o processamento de cores em algo terrivelmente complicado e falho.

Quem trabalha diariamente com esse problema acaba desenvolvendo um método de “Tentativa e erro”, onde perde tempo tentando “encontrar” a combinação de cores certa no processo de criação/impressão, resumindo, tão fazendo gambiarra em cima de gambiarra pra tentar deixar as cores as mais parecidas possíveis.

O gerenciamento de cores deve ser adotado para que a fidelidade nas cores sejam mantidas, todos os equipamentos que estiverem envolvidos no processo, desde a criação até a impressão devem estar devidamente calibrados. Este processo pode ser divido em três conceitos principais, Caracterização, Calibração e Conversão (os três C). Encontrei a definição de cada uma delas, como você pode conferir abaixo.

 

1 – Caracterização

O primeiro princípio do gerenciamento de cores tem por objetivo medir precisamente as cores de um dispositivo envolvido com o processamento digital de imagens. A medição de cores de um dispositivo é realizada por meio da correlação do sistema de cores particular deste equipamento, seja RGB ou CMYK, a um sistema de cor absoluto, que seja independente de qualquer dispositivo ou tecnologia. A partir desta correlação é possível obter valores precisos e universais das cores capturadas ou geradas pelo dispositvo.

Para ser independente de qualquer dispositivo, um sistema de cores absoluto é construído a partir das características mais primitivas de cor: as propriedades físicas dos objetos, da luz que o ilumina e pelo modo como o ser humano percebe e distingue as cores.

A cor de um objeto varia de acordo com três fatores:

– a luz que o ilumina;

– as características físicas da superfície desse objeto;

– a captação da interação entre a luz e a superfície do objeto pelo olho humano, que, em última instância, gera a percepção da cor pelo homem.

Para medirmos as cores de um dispositivo precisamente, recorremos a colorimetria. Ela estabelece os sistemas de medidas da percepção humana das cores. Ou seja, as medidas colorimétricas medem como o olho “vê a cor” e são medidas “absolutas” de cor, independentes das características particulares de qualquer equipamento. Atualmente, os sistemas colorimétricos mais empregados são o CIE Lab (mais moderno e popular) e o CIE XYZ, ambos padronizados pela CIE (Comission Internationale de L’Eclairage – Comissão Internacional de Iluminação, em português). Nos sistemas colorimétricos, cada cor é representada por três variáveis, (L, a, b) no sistema CIE Lab e (X, Y, Z) no sistema CIE XYZ.

Dessa forma, a caracterização é o processo de mapear o sistema de cores particular de um equipamento em um sistema de cores colorimétrico. Esse mapeamento é obtido por meio de instrumentos especiais de medição de cores: os espectrofotômetros e colorímetros. Os espectrofotômetros são instrumentos mais sofisticados, e usualmente mais caros, sendo apropriados para a medição de equipamentos de impressão e monitores. Os colorímetros, por sua vez, por serem mais simples e baratos, normalmente se limitam para medição de monitores.

O resultado da caracterização de um equipamento, na prática, é a produção de uma grande tabela que correlaciona as cores RGB ou CMYK deste equipamento em valores CIE Lab ou CIE XYZ.  Essa tabela tem a função de “traduzir” entre um sistema de cores particular e um sistema colorimétrico, que é absoluto e totalmente independente do equipamento.

2 – Calibração

Antes de efetuar a caracterização das cores de um equipamento, é importante assegurar que o mesmo esteja em perfeitas condições de uso. Ou seja, é importante que ele esteja devidamente regulado e ajustado no momento da caracterização.

Esta regulagem é chamada de calibração, que é o processo de alterar as características de um equipamento para que ele opere dentro de condições otimizadas, especificadas pelo fornecedor ou por padrões de mercado.

Por exemplo, a calibração de um monitor consiste, entre outros ajustes, em regular os controles de brilho e contraste para obter boas condições de visualização.

Muitos usuários referem-se à calibração de maneira informal, se referindo ao processo de caracterizar um equipamento. Isso acontece devido aos chamados “softwares de calibração” de equipamentos, que na verdade realizam a calibração e a caracterização em conjunto.

3 – Conversão

De posse das informações de caracterização dos equipamentos envolvidos na produção de uma imagem, temos condição de converteras cores de cada equipamento de/para um sistema colorimétrico independente. Como os sistemas colorimétricos são absolutos, podemos usá-los como intermediários entre duas conversões, a primeira transformando as cores de um equipamento de entrada em um sistema colorimétrico e a segunda levando deste sistema colorimétrico para as cores de um equipamento de saída.

Por exemplo, convertendo-se as cores do sistema RGB de um scanner no sistema de cores CMYK de uma impressora, podemos imprimir uma foto digitalizada pelo scanner nessa impressora em particular, mantendo-se a aparência e a percepção das cores do original digitalizado.

Ou seja, é por meio das informações de caracterização dos equipamentos e de mecanismos de conversões de cores que o gerenciamento de cores mantém a aparência de cores constante ao longo de todo o processo digital.

Fonte: Color Pixel – Gerenciamento de cores

Vamos entender como tudo isso ai funciona? Deixe-me resumir de uma maneira bem prática como o gerenciamento de cores ocorre.

O que precisamos?

1. Ambiente de trabalho

2. Espectrofotômetro para a calibração dos equipamentos

3. Monitor profissional

4. Impressora

5. Softwares

Primeiro: O ambiente de trabalho é peça chave para que o gerenciamento de cores ocorra, começando pelas paredes que devem ser pintadas com cores neutras, preferencialmente cinza neutro, a iluminação também deve ter atenção especial, isto porque tudo o que estiver ao seu redor pode influenciar na maneira com que seu olho vê as cores. Se sua parede for amarela, você verá as imagens com muito mais amarelo que se estivesse em uma sala branca por exemplo. Quando você pega um papel para visualizar a impressão sobre ele até mesmo a cor de sua camisa pode influenciar na percepção correta das cores, portanto, nada de camisas vermelhas, amarelas ou muito chegueis J. Existem cabines profissionais para visualização de provas impressas, podem ser caras e usam lâmpadas próprias para este fim.

clip_image005Segundo: O equipamento chamado Colorímetro é uma mão na roda para calibrar seus monitores, porém teremos que ir além e usar um Espectrofotômetro já que precisaremos calibrar também as impressoras e os softwares. Estes equipamentos também podem ser encontrados a valores um pouco altos, mas é pesquisando que se economiza. Outro ponto importante é, se você não sabe usar o equipamento, não compre! Contrate alguém, uma empresa especializada para fazer o seu gerenciamento de cores.

Terceiro: Depois de garantir um ambiente profissional, apto ao gerenciamento de cores, devemos ajustar nosso monitor. É recomendado primeiro otimizarmos as suas configurações internas, ajustando o brilho e o contraste, o monitor também deve estar ligado a pelo menos duas horas para evitar problemas no momento da calibração como a diferença na gama que ele representa. Utilizando o equipamento correto, o monitor é ajustado seguindo diversos padrões, luminância, white point etc. Faz parte da calibração dos monitores dizer ao computador quais as cores corretas a serem representadas, faz parte deste processo a configuração dos softwares.

colorchecker_coralis2Quarto: Através do software do equipamento de calibração é criada uma tabela de cores conhecida como Target. Esta tabela segue os padrões que conhecemos no tópico Caracterização ali no comecinho deste artigo. Esta tabela deve ser impressa pelo seu equipamento de saída (sua impressora), é através das cores que ela imprimiu que será estabelecida a relação entre o que ela está imprimindo com o que ela deveria imprimir. A partir daí será gerado o seu perfil de cores (ICC), este perfil é como um manual de instruções, a alma da sua impressora e do gerenciamento de cores, é ele quem diz como a impressora interpretará todas as cores que você irá usar de agora em diante. Este perfil é um arquivo de computador, e deverá ser carregado em seus programas de edição todas as vezes que você realizar um trabalho para imprimir nesta impressora.

Vale lembrar que o perfil ICC depende tanto do equipamento quanto do papel que você usou para imprimir a Target, ou seja, você deverá criar um perfil ICC para cada tipo de papel que pretende usar em seus trabalhos, e estes deveram ser carregados sempre que necessários nos programas de edição.

Quinto: Os monitores podem ser calibrados usando seus perfis internos de cores, já que se trata de RGB, porém seus programas de edição devem por obrigação estarem configurados com o perfil de cores adequado, como mostrado no passo anterior. Seja CorelDRAW ou Photoshop você deverá, antes de começar seus trabalhos, carregar o perfil de cores correto, com as informações da sua impressora e do papel que pretende usar. É dessa forma que você poderá garantir a fidelidade nas cores tanto na tela quanto no papel.

Depois que tudo estiver devidamente calibrado, ai sim você poderá garantir total controle sobre as cores em seus trabalhos, seja na criação ou na impressão. Embora o processo de cores pareça complicado, ele deve ser implantado se você quer oferecer qualidade aos seus clientes. Um ambiente profissional, equipamentos calibrados e um bom gerenciamento de cores previne erros e consequentemente despesas, então o gerenciamento de cores é um investimento que garante muito mais benefícios ao seu negócio.

De agora em diante, você não precisara mais se preocupar se as cores de seu material estão diferentes do que você vê na tela do seu computador, e por favor, não pergunte mais como consertar as cores que estão erradas no seu monitor se você não usa gerenciamento de cores. Qualquer coisa fora disso é mera “gambiarra” e resolve o problema apenas para um caso isolado.

Referências e créditos das imagens: Color Pixel – Gerenciamento de cores, Marcelo Copetti – Gerenciamento de cores

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23 comentários

  1. Glaucio

    De todas as gráficas que trabalhei, ontem eu recebi um material (de uma nova gráfica) que pela primeira vez praticamente não houve alteração nas cores e ficou igual ao visualizado no monitor. Raridade. Espero que continue assim, pois eu estava sempre tentado adivinhar o que poderia acontecer e modificando a tonalidade de acordo com o material anterior que eu recebia. Que dureza…

    • O grande problema é que o povo acha que deixar as cores iguais se resolve apenas com uma configuração de software. Não sabem que tem muito mais coisa por trás de todo o processo de gerenciamento de cores. Processo que pode custar um pouco de dinheiro, mas que fará toda a diferença!

      • Glaucio

        Olá Paulo! Como eu ainda não fiz muito material lá, achei melhor não arriscar por enquanto para não “queimar a minha língua”, mas não teria problema em falar. Foi na Futura (www.futuraimbativel.com), porém os problemas em relação ao sistema de compra pelo site e a falta/demora nas informações continuam os mesmos conforme eu havia mencionado no tópico da Atual. Só pelo fato de não ter mais preocupação com a loteria das cores já é um grande avanço. Espero que eles continuem assim. Abraços!

  2. Ibaé Karasiak Santana

    Bom Dia e parabéns pelo canal de informação que abriu, sempre passo por aqui para tirar algumas dúvidas. Vim aqui hoje para entender um pouco mais sobre gerenciamento de cores, mas ao final da leitura fiquei um pouco frustrado porque entendi pouco. As dúvidas que continuam são as seguintes: Qual é o procedimento que devo adotar para alinhar minhas configurações com as configurações de determinada gráfica? minhas configurações do corel estão exatamente iguais as que você demonstra em vídeo. Eu deveria simplesmente ligar na gráfica e perguntar quais são as configurações utilizadas por eles? Resumindo a dúvida: qual o procedimento devo adotar para alinhar as configurações de cores dos computadores da minha empresa com as configurações dos fornecedores?
    Poderia também falar um pouco mais sobre os programas de gerenciamento de cores e empresas que oferecem esses serviços?

    • Ibaé, para que as configurações de cores sejam realmente satisfatorias é preciso calibrar: Monitores, Impressoras, Scanner e Softwares. Isto pode ser feito contratando uma empresa ou adquirindo os equipamentos (que são um pouco caros), infelizmente não conheço empresas que possa lhe dar como referência, mas se você visitar o site do Marcelo Copetti que menciono no post você encontrará esta informação.

      O processo funciona assim: O equipamento utiliza uma tabela de cores de referência para calibrar cada equipamento, ele faz uma comparação com as cores presentes na tabela e o que está sendo exibido no monitor. Algo semelhante acontece com as impressoras de demais equipamentos (a tabela é impressa na sua impressora e depois é comparada com a tabela do equipamento de calibração).

      Depois disso, a calibração é executada e um arquivo de perfil de cores ICC é gerado, este é o arquivo que contém todas as informações do equipamento, e que sera utilizado para que ele represente as cores corretamente. Isto quer dizer que este perfil é quem deve ser carregado no seu programa, e cada impressora terá o seu proprio perfil gerado, já que cada uma interpreta as cores diferentes.

      Isto quer dizer que se você tiver em seu escritorio uma impressora HP modelo X e uma modelo Y, cada uma delas terá seu proprio perfil ICC criado. Assim, se você for desenvolver um material que será rodado na impressora Y, deverá carregar o perfil dela inicialmente no seu software de criação para que o programa lhe mostre como as cores irão ser representadas naquela impressora. Não sei se estou conseguindo ser claro.

      No caso de mandar o material para uma gráfica, o que você deve fazer é solicitar a esta gráfica que lhe envie o perfil ICC utilizado pelo equipamento de impressão deles, este perfil deverá ser carregado no seu Software para que você possa desenvolver seu material e visualize ele exatamente como ele sairá na impressora da sua gráfica (Claro que seu monitor também deverá estar calibrado para que não haja divergências)

      Infelizmente existem muitas gráficas de pequeno porte que nem se quer sabem o que é isso, e muitas vezes elas não seguem um padrão fiel de gerenciamento de cores, neste caso, se você preferir, pode enviar o perfil de cores que você usou para que seja utilizado para a geração das chapas de impressão (CTP).

      É fundamental que converse com a sua gráfica, pois na verdade o gerenciamento de cores pode ser um processo caro, e que realmente faz a diferença para empresas que trabalhem diretamente com isso, como agências e gráficas de grande porte.

      Se tiver qualquer dúvida e só me avisar.

  3. Pingback: Amazônia Photoshop - Resumo do 2º dia | Clube do Design | Dicas para designers

  4. ismael

    concordo plenamente que o perfil de cores muda de impressora para impressora da mesma marca.
    Exemplo que tenho e que possuo uma hp 8100 e a x 451 na qual uso a mesma tinta e papel mas na hora da impressão mostra-se com tons diferenciados.

    Parabéns para o pessoal que faz um trabalho legal no blog e no canal do youtube.

  5. Pingback: Sistema De Gerenciamento De Lojas Via Verde | Actual Percentil

    • Nelson,
      Em geral não se consegue… o sistema da tela é RGB e as cores são mostradas pela emissão de luz. Na impressão as cores aparecem pela luz que é refletida no corante das tintas.
      Na prática, aquele azulão que aparece na tela vira um azul “xoxo”, quase roxo… e isso acontece com quase todas as cores.
      O Photoshop permite ser configurado para apresentar as cores do modo com que vai ser impresso, mas é necessário criar as imagens dentro do sistema CMYK e ter as configurações ajustadas.
      O resultado é muito bom, dando uma boa idéia de como vai sair… mas lembre-se que depende de ajustar o equipamento.
      Complementando a resposta. É possivel trabalhar com o Photoshop sem grandes sustos na hora de imprimir… mas deve-se respeitar as limitações do campo de cores CMYK… sem tentar “roubar” nas criações, usando imagens super brilhantes em RGB e querendo que o programa faça milagres com os corantes das tintas… Há uma perda de um sistema para outro.
      Para conhecer essa perda sugiro fazer quadradinhos com as cores principais em RGB e CMYK e fazer a impressão em impressora jato de tinta ou laser comum… vai ter uma boa idéia de como é essa perda. Depois de configurado o programa é possível fazer provas impressas no seu equipamento doméstico que mostrem com boa fidelidade o resultado em offset… mas isso depende de ajustes bem feitos.
      Abraços,

  6. Hodélia

    Eu tenho uma impressora Epson Stylus TX235W e gostaria de fazer essa calibragem , minha dificuldade é principalmente no vermelho , vejo no monitor vermelho e quando imprimo não sai da cor do monitor e sim um rosado nem vermelho e nem rosa como faço para corrigir esse erro e imprimir as minhas no vermelho desejado e esperado.

    • A tinta usada é original?
      É necessário criar um perfil de cor que atenda a sua máquina… mas isso vai depender se está usando tudo original ou não.
      Lendo o artigo você vai perceber que esse processo não é tão simples assim… precisa de equipamentos dificeis de serem encontrados.
      Minha dica primeiro é se preocupar com as cores cheias, na qual o seu vermelho está… faça um quadrado C0M100Y100K0 e observe no monitor e na impressão… ajuste seu monitor para um vermelho imprimível (cmyk) e verifique se a cor é igual as que vê impressas por aí… se a tinta está com pigmento errado (não original) dificilmente chegará a uma boa cor… assim como o monitor se estiver muito claro vai falsear a cor também… ache o meio termo.
      Me dá mais dados que eu tento ajudar mais.
      Abraços,

  7. Hodélia

    Gostaria dessa resposta pois trabalho com festa e impressoras e não sei como calibrar essas cores prinicpalmente o vermelho me ajudem este site ajuda muito ok

  8. Julio

    Boa tarde Cristian,
    Estou começando a trabalhar com sublimação e a dificuldade é a mesma de todos: “O gerenciamento de cor” comprei um equipamento chamado spyder printer na esperança de resolver o problema, ele faz o arquivo icc mas na impressão ainda fica estranho. Teria alguma dica?

  9. Bom dia vendi uma Epson l365, já vendi umas 10 mas esse cliente compara a impressão dela com uma jato de tinta HP 1350 antiga, que faz a impressão muito mais clara, a Epson parece queimar as fotos no documento, ficam com cores escuras já imprimi umas 100 paginas e não fica bom, tem alguma coisa para fazer ou devo pegar a impressora e devolver o dinheiro?

    • lohann,
      Não é possível comparar a cor de equipamentos diferentes. Se você pegar qualquer revista que tenha comparativos entre impressoras, scaners ou maquinas fotograficas vai perceber isso… um é diferente de outro e depende muito do gosto do freguês.
      Então não tem o que fazer com o cliente. Ou você pisa firme afirmando que são produtos diferentes, ou então faz a vontade do cliente (como forma de propaganda) aceitando o produto de volta e vende ele como produto usado para compensar em parte as perdas (dessa forma o cliente volta a fazer negócio com você e talvez compre a HP contigo mesmo). Mas deixa claro para ele que se tratam de equipamentos diferentes.
      Como solução remendo, no driver da epson, na parte avançada, tem opção para diminuir a quantidade de tinta utilizadas. Isso existe em priticamente todos os equipamentos… pode orientar ele a fazer essa redução de tinta e talvez agradar ele (pode mudar a configuração padrão da impressora para ficar sempre assim).
      Ou seja… 3 soluções possíveis… pisar firma para manter a venda, arrumar solução através do driver e aceitar o equipamento de volta como forma de propaganda.
      Boa sorte no seu dilema… um grande abraço.

  10. Lucas

    Bela explicação Obrigado pelo texto. Estou com um cliente que quer baratear a impressão da aplicação da logo dele em uma caixa. Então a gráfica pediu para passar de 4 para 2 cores a impressão do material. Neste caso, como devemos proceder para que a imagem não perca gradiente e outras características? obrigado mais um vez e abraços…

    • Lucas,
      Você vai imprimir em 2 cores o serviço? A maioria das empresas (distribuidores) só oferece em 4 cores. Rodando em grupo junto de outros clientes não compensa esse tipo de economia.
      O resultado nunca vai ser igual ao uso das 4 cores e é o tipo de coisa que precisa ver para saber como proceder… e tem que ver o resto do material… com que cor vai ser impresso? As cores da logo?
      Já avaliou quanto está saindo para produzir internamente isso e quanto sai terceirizando? Eu se fosse você faria bem essa conta pois o cliente vai acabar passando para outra gráfica que forneça melhor qualidade por um custo mais baixo.
      Esse tipo de análise só se justifica para tiragens extremamente grandes… digamos acima de 100 ou 200 mil, quando você consegue ocupar toda uma chapa em maquina grande e fica com custo parecido com a dos distribuidores.
      Me fala mais a fundo o seu caso, tamanho da máquina e custos que tem para eu analisar melhor. Assim como uma foto da logo para eu ver.
      Abraços,

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